Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 11/09/2019

É cognoscível que, mesmo com a ampliação do acesso à educação no decorrer da história, a questão do analfabetismo no Brasil ainda precisa ser discutida. Isso se deve, sobretudo, à presença de um analfabetismo velado no país, bem como à falta de investimento do Estado. Logo, são imprescindíveis mais ações governamentais, tendo em vista resolver tal questão.

A princípio, convém ressaltar que, há dois tipos de analfabetos: os que não possuem conhecimento nenhum referente À leitura e escrita e os funcionais que, embora dominem esses dois aspectos, não conseguem compreender textos por mais simples que sejam. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui cerca de 17% de sua população considerada como analfabeto funcional – incluindo alunos de curso superior -, ou seja, o problema do analfabetismo mostra-se tão velado que até os de mais alta formação são acometidos por uma deficiência educacional preocupante.

Isso decorre, principalmente, do investimento precário do Estado brasileiro na área educacional. Ainda de acordo com o IBGE, a taxa de analfabetismo no Nordeste do país ultrapassa os 20%, comprovando, dessa forma, o preparo deficiente de alunos que não dispõe dos recursos mínimos em suas instituições de ensino – coo retratado em um dos episódios da série “O Brasil que eu quero”, exibido no Jornal Nacional em 2018.

Logo, fica clara a necessidade do combate ao analfabetismo no Brasil. Posto Isso, cabe ao Estado – de posse das pesquisas de empresas especializadas – destinar parte considerável da verba nacional às regiões com nível de analfabetismo, seja ele qual for, mais elevado. Tal verba, com planejamento, deve ser empregada na construção e aprimoramento das escolas nessas regiões, bem como na capacitação dos profissionais da educação. Feito isso, milhões de brasileiros teriam a oportunidade de acesso a uma formação básica eficiente como, também, o número de analfabetos funcionais seria reduzido. Dessa forma, o Brasil caminharia rumo à erradicação de um índice tão negativo.