Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 11/09/2019

“Os verdadeiros analfabetos são os que aprendem a ler e não leem”. Consoante a essa afirmação de Mário Quintana, os milhões de analfabetos funcionais brasileiros aprendem a decifrar códigos, mas não conseguem fazer inferências a partir deles, não desfrutam da plena leitura. Haja vista esse panorama crítico, fazem - se necessárias alternativas para reduzir tal problemática no país, através de mudanças no sistema educacional, além de incentivos aos pais e alunos na prática de atividades lúdico -  educativas no ambiente familiar, que estimulem a capacidade interpretativa dos alunos.

A priori, é notória a influência do sistema educacional brasileiro e a necessidade de reformá - lo para reduzir o analfabetismo funcional. Segundo dados do INAF - Instituto Nacional do Analfabetismo Funcional - cerca de 30% dos brasileiros são incapazes de interpretar textos e realizar operações matemáticas simples. Tal estatística evidencia as falhas da alfabetização brasileira, que foca apenas na decifração de símbolos sem contextualizá - los com a realidade. Por isso, é necessária a remodelação da didática das aulas, em que os professores trabalhem textos com questões e operações cotidianas que estimulem a capacidade dos alunos de elaborar conclusões a partir de frases e cálculos.

Igualmente, para amenizar tal problemática é necessária uma mudança de hábitos na comunidade escolar. Para atestar isso, dados do Projeto Atenção Brasil,demonstram que filhos de pais analfabetos tem uma chance de até 480% maior de ter baixo desempenho escolar em relação à filhos de pais com ensino superior completo. Isso demonstra como o comportamento dos responsáveis influenciam diretamente na formação dos filhos. Logo, é imprescindível que a Escola incentive a participação dos pais no processo educativo dos filhos, ao propor atividades domiciliares, com o jogos educativos, leitura e discussão de estórias, os quais estimulem as habilidades compreensivas dos estudantes.

Diante do exposto, torna - se evidente a necessidade de mudanças no ensino e nos hábitos para o enfrentamento do analfabetismo funcional. Logo, urge que o Ministério da Educação junto com as Secretarias Municipais promovam uma reforma na didática da alfabetização brasileira, através de modificações nos materiais didáticos, em que os professores possam utilizar métodos nos quais os alunos tenham mais autonomia e sejam estimulados a fazer inferências a partir de textos e sentenças matemáticas, a fim de reduzir o número de analfabetos funcionais. Além disso, é mister que as Escolas incentivem a participação dos responsáveis na vida escolar dos alunos, através de atividades lúdicas para casa - como leitura e jogos, a fim de que com o apoio familiar o estudante se sinta estimulado a ler e entender os diferentes tipos de texto e mensagens.