Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 30/10/2019

A escola de samba Beija-Flor de Nilópolis desfilou, em 2018, com o mote: ‘’monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu’’. O enredo denuncia mazelas que afligem o país, principalmente o descaso que os governantes têm com a educação. Como consequência, o analfabetismo é resultado da baixa aplicabilidade da lei, sendo um grave obstáculo para a sociedade contemporânea. Portanto, é imprescindível garantir o acesso da educação para todos os brasileiros.

A priori , é explícito que a problemática possui raízes históricas, haja vista que que a ingerência estatal sempre marcou a política do Brasil. Desse modo, desde o período colonial até o século XX, a grande maioria da população era analfabeta, pois pouco se investia na educação e apenas um pequeno grupo social tinha acesso a ela. Tal contexto se agravou ainda mais nas regiões Norte e Nordeste, pois todo investimento proveniente do café e da industrialização foram aplicados no sul e sudeste.

A posteriori, é crucial explorar como a desigualdade social contrasta com a problemática supracitada. Por esse viés, além da falta de investimento público nas regiões mais necessitadas, em vez de ir a escola, as pessoas acabam sendo obrigadas a escolher o trabalho em prol da sua sobrevivência, por exemplo. Tal injustiça social, definida pelo pedagogo Paulo Freire, é o que acarreta o analfabetismo, a falta de oportunidades somado a ausência do Estado, e não a ociosidade, preguiça, incapacidade, etc.

Dado o exposto, para solucionar os entraves em questão e promover o bem estar social, sem violar a constituição, faz-se mister uma responsabilidade entre sociedade e Estado. A este como gestor dos interesses coletivos, cabe promover um profundo direcionamento dos investimentos para a educação nos níveis municipais, estaduais e federais, respectivamente, visando construir mais escolas, melhorar a infraestrutura de outras, aumentar o salário dos professores,etc. Para mais, o poder público deve elaborar, uma política econômica assistencialista direcionada para as regiões com alto índice de pobreza, objetivando reduzir a desigualdade econômica, facilitando a vida de muitas pessoas de modo que estas, não precisem ter que trabalhar para estudar, consequentemente, reduzindo a evasão escolar. Já à sociedade compete exigir tais reformas de seus representantes, por meio de protestos e manifestações, garantindo a soberania popular.