Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 12/09/2019

Frequentemente a falta de acesso à educação por diversos motivos, o analfabetismo funcional é algo que se caracteriza pela ausência das habilidades de letramento e de execução de cálculos matemáticos básicos. É um fenômeno histórico que vem crescendo em grandes proporções no Brasil, tendo, nos últimos anos altos índices de ocorrência.

Aliada ao alto índice de analfabetos no país, a insuficiência constante das disciplinas de língua portuguesa e matemática na educação básica baliza uma realidade surpreendente: apenas 70% dos que possuem diploma de ensino superior conseguem ter pleno desenvolvimento das habilidades de escrita e interpretação, apontam pesquisas realizadas pela comunidade científica.

Apesar de, no índice dos 30% que não conseguem desenvolver estas habilidades, os números levam em conta que, em sua maioria, apresentam idades entre 30 e 50 anos. Apesar de estes números tratarem da escolaridade de nível superior, a situação não é de maior conforto no sistema de ensino da educação básica tido como ensino fundamental, principalmente nas séries iniciais.

Segundo resultados de avaliações feitas pelo Ministérios da Educação  (MEC), no ano de 2015, a cada 10 alunos. 8 passaram o ano letivo sem ter as habilidades de leitura e escrita desenvolvidas. Nesta conjectura, sinaliza-se a importância da linha heideggeriana das práticas pedagógicas, onde a educação é um processo social e de necessidade prioritária.

Trata-se, portanto de uma perspectiva que pode ser modificada, através do desenvolvimento de projetos de leitura nas séries iniciais, que permeiem a prática da realidade social dos alunos, com conteúdos específicos ao cotidiano do indivíduo, além de adequações nos conteúdos, de forma a elaborar metodologias lúdicas, tanto no ensino regular, quanto no ensino de Jovens e Adultos e Ensino à Distância, dispondo de ferramentas atrativas ao processo de ensino aprendizagem.