Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 20/09/2019

A educação é um direito previsto pela Constituição, dessa forma, tanto o acesso popular à escola é garantido, como a frequência dos alunos é exigida por lei, contudo, ainda existe uma problemática mediante este tema: a qualidade do ensino. Nesse sentido, se evidencia no Brasil a figura do analfabeto funcional, indivíduo que possui até mesmo, muita das vezes, o diploma universitário, porém, é desprovido da capacidade de interpretação e argumentação, sendo essas competências essenciais em diversos âmbitos da vida social e profissional dessa pessoa. Logo, é indubitável necessidade de alternativas que reduzam os impactos dessa realidade nos brasileiros.

A corrupção já intrínseca na política nacional, juntamente com, a ineficácia legislativa, além das outras crises enfrentadas pelo país retarda a devida atenção ao setor educacional. Essa deficiência se acentua nas escolas públicas, em que o conteúdo ensinado compete ao mínimo, não havendo na grade curricular imposta pelo MEC, por exemplo, disciplinas importantes na formação de opinião como a filosofia e a sociologia, enquanto as privadas podem acrescer tais conteúdos. Nota-se que o modelo educacional vigente é excludente, pois somente os de renda elevada, majoritariamente, conseguem sair do senso comum oferecido nas instituições, basicamente ler e escrever.

Ademais de uma mudança significativa na estrutura do país, na diminuição do analfabetismo “velado” dos que sabem, mas não entendem é preciso uma revisão dos métodos de ensino aplicados, esses, já não se adequam ao novo mundo dinâmico do meio técnico-científico-informacional. Tristemente, esse debate seria delicado, complexo e prolongado, devido ao fato de se tratar de um país recentemente democrático que desconhece ainda o que responde às suas demandas. Por outro lado, considerando desdobramentos do analfabetismo a vulnerabilidade dos leigos, e a desqualificação da mão de obra no Brasil providências imediatas se validam na amenização de tais consequências negativas.

Haja vista que, a principal forma de combate perante essa deficiência pedagógica seja uma melhora nas escolas brasileiras com uma reformulação da linha de aprendizagem, o maior investimento, e também a fiscalização da execução dessas medidas. No entanto, anterior a isso, faz-se primordial uma mudança no quadro econômico e político do país, de forma que a temática das escolas possa entrar em pauta. Conclui-se, então, que para urgente superação deste empecilho deve atuar o Governo Federal por meio do Ministério da Educação e Cultura propondo reformas ao molde escolar existente, e ao mesmo tempo, as famílias devem compactuar com a escola auxiliando os jovens na percepção crítica da realidade para minimização do número de analfabetos.