Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 26/09/2019
Na conjuntura contemporânea, nota-se que um dos desafios a ser enfrentado, no Brasil, é a persistência do analfabetismo funcional. Definido como a dificuldade na interpretação e compreensão de textos simples, o analfabetismo funcional, com efeito da carência de ensino de qualidade acessível à todos e fatores socioeconômicos, prejudica, por consequência, o desenvolvimento pessoal e profissional dos indivíduos.
Em primeiro plano, observa-se que, durante o século XIX, a educação era vista como acessível somente por aqueles que continham alta renda. Todavia, tal realidade persiste, atualmente, no cenário social brasileiro. Muitos indivíduos, por não possuírem maiores condições socioeconômicas, encontram dificuldades para terem acesso ao ensino de qualidade que ofereça, não somente a alfabetização, como também o letramento, sendo este primordial para a interpretação de textos em diversos contextos. Desse modo, tais indivíduos se tornam analfabetos funcionais e tem, como resultado, seu desenvolvimento profissional afetado, haja vista que encontram obstáculos para ingressar no mercado de trabalho, em virtude da dificuldade para compreender textos do cotidiano.
Em segundo plano, constata-se que, segundo dados do Instituto Paulo Montenegro, cerca de 29% dos indivíduos entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais. Tal realidade advém de diversos fatores, entre eles a escassez de infraestruturas nas instituições de ensino que estimulem, além da alfabetização, o letramento dos alunos. Dessa forma, tal realidade afeta o progresso desses indivíduos na vida adulta, uma vez que os mesmos aprendem a ler e escrever, todavia encontram dificuldades para exercer o uso social da leitura e escrita no cotidiano.
Em suma, são necessárias medidas para atenuar a problemática abordada. Faz-se necessário maior investimento do Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, voltado para melhorias nas redes de ensino públicas, com a implantação de estruturas voltadas para a alfabetização e, principalmente, o letramento dos alunos, a fim de tornar acessível à todos um ensino de qualidade e diminuir as taxas de analfabetismo funcional no Brasil. Ademais, também é válido maior investimento do Ministério da Educação destinado para instituição de práticas extraclasses e materiais contextualizados nas escolas, com o objetivo de estimular os alunos a desenvolver a habilidade de uso social da leitura e escrita e, dessa forma, estimular o desenvolvimento social e profissional dos mesmos. Tal situação é um retrocesso e a mudança precisa ser feita seguindo tais preceitos.