Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 28/09/2019
A chegada da família real no Brasil no início século XIX trouxe díspares inovações para o cenário da antiga colônia, como construções de palácios, escolas e bibliotecas. De fato, esses acontecimentos eram destinados a população nobre, real e da corte explicitando um viés excludente. De forma análoga, a atual presença de analfabetos funcionais no país apresenta raízes históricas, as quais necessitam de alternativas para a redução. Logo, tal problemática é catalisada, hodiernamente, por fatores como um descaso político no âmbito educacional atrelado à falta de incentivo a leitura.
O filósofo Kant postula que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Dessa feita, relaciona-se a precária gestão e investimentos nas instituições de ensino, no geral, a um colapso no sistema que viria a formar seres humanos capacitados de interpretação de textos e resolução de problemas matemáticos, por exemplo. Não obstante, a falta de incentivos e adoção de dinâmicas curriculares para escolas, como projetos associados ao Mais Educação, são agravantes. Assim, o descaso governamental no que tange ao direito vitalício de educação, replicado no artigo 5 da Constituição de 1988, leva a uma regressão social.
Outrossim, o mito da caverna de Platão dizia, sucintamente, que era necessário um esforço maior para sair da alienação e ir em direção a um esclarecimento pessoal. Paralelamente, espelha-se a leitura como formadora de habilidades que vão desde a matemática básica à formação de pensamento crítico, além de ser pioneira no desenvolvimento intelectual dos indivíduos, sendo, assim, de notória importância. Ora, uma vez corrompido, o desenvolvimento das novas mentes tende a decrescer e formar nuances nas áreas de conhecimento, o que, gradualmente, influencia a persistência do empecilho.
É evidente, portanto, que a repetição da existência da necessidade de alternativas para combater o analfabetismo funcional no Brasil nada mais é que a constatação do óbvio. Dessarte, cabe ao MEC (Ministério da Educação e Cultura) promover novos e eficazes programas, como o Mais Educação, além de criar instituições inovadoras de ensino por meio do financiamento estatal, a fim de reduzir os índices do problema e do descaso do Estado. Ademais, é função governamental e midiática, órgãos massivamente influentes, construir bibliotecas bem distribuídas e disseminar campanhas de incentivo à leitura, com o intuito de fornecer conhecimento à população. Então, a problemática tende a amenizar e a evolução social mostrar-se-á promissora.