Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 07/10/2019
“O ser humano é aquilo que a educação faz dele.” Essa frase de Immanuell Kant, importante filósofo, expressa a importância da educação no que concerne o desenvolvimento da sociedade. Entretanto, no Brasil, o analfabetismo funcional é um problema que consiste em dificuldades para ler e interpretar textos. Tal fato reside na precária formação escolar e resulta na vulnerabilidade a desinformação e manipulação, o que é prejudicial à conjuntura contemporânea.
É válido ressaltar, de início, que lacunas no processo de educação brasileiro são uns dos principais fatores para a constituição desse panorama. Segundo pesquisas feitas por o Inaf (Indicador de analfabetismo funcional), atualmente, 30% da população apresenta incapacidade de compreender um conteúdo escrito ou de, até mesmo, produzí-lo. Desse percentual, 4% estão no ensino superior. Nesse sentido, isso decorre do sistema escolar hodierno, o qual, muitas vezes, trata os alunos como meros acumuladores de informações e executores de tarefas, e não como os agentes sociais que eles realmente são. Sob esse viés, as aulas de português, por exemplo, abordam termos sintáticos e classes gramaticais de forma impositiva e dogmática, em que se coloca em segundo plano a função de tais conceitos na prática. Dessa maneira, muitos cidadãos completam a educação básica, porém detém de deficiências para redigir e interpretar de modo sólido e consistente.
Outrossim, os analfabetos funcionais são mais suscetíveis a falta de informação correta e a golpes, principalmente, aplicados na internet. Dados do Inaf , provam que 86% dessa parcela da sociedade usa redes sociais como Whatsapp e Facebook. Contudo, essas mídias sociais são caracterizadas pela presença de diversos tipos de linguagem, como a verbal e a não verbal, as quais necessitam de regulares níveis de compreensão e senso crítico. Nessa perspectiva, indivíduos imersos nesse cenário, sem possuir experiência de ler entender, ficam vulneráveis a acreditarem em notícias falsas ou distorcer uma realidade, o que é negativo para toda a conjuntura coletiva.
Portanto, alternativas são necessárias para reduzir os índices de analfabetismo funcional no Brasil. A fim de atenuar a problemática, é preciso que o Ministério da Educação invista na formação da qualidade da capacidade leitora e produção textual dos cidadãos desse cedo. Para isso, a partir de professores capacitados no estudo de Letras, deve-se promover aulas específicas de interpretação e escrita, além de projetos como avaliações pedagógicas que envolvam todo o conjunto de alunos, em que ofereça prêmios para as melhores colocações. Ademais, as instituições educacionais devem ir além do método tradicional e buscar inovar, de forma a ensinar, a partir de seminários e palestras, como verificar fontes de notícias e possíveis formas de compreensão no âmbito digital. Assim, o problema será amenizado.