Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 06/10/2019
“…Decorei, copiei, memorizei,mas não entendi…” O verso da música “Estudo Errado”, do cantor Gabriel - O Pensador problematiza o sistema educacional brasileiro, que se reflete inapropriado e insuficiente para preparar o indivíduo no contexto atual, e por consequência potencializa a mazela do analfabetismo funcional, de modo que o imediatismo da sociedade ampara à discrepância das políticas educacionais ineficientes. Dessa forma, a coletividade permanece em devaneios.
Nesse caleidoscópio, vale salientar que o mundo globalizado e acrescido de uma cultura rápida, corrobora para uma ilusão de conhecimento concreto. Dessa forma, o contorno de relações do século XXI, não prepara o cidadão jovem e adulto de maneira eficaz para um mundo competitivo e excludente, transpondo a deficitária aprendizagem no que tange a compreensão cotidiana, o soterrar de informações a serem decoradas e automatizadas destoa uma mentalidade mecanizada, que é superficial no âmbito psicológico, intelectual e social. Afinal, como já dizia o psiquiatra Claudio Naranjo “A criança é preparada, por anos, para funcionar num sistema alienante”, tese essa que evidencia a funcionalidade inadequada de padrão ultrapassado. Ora, o coletivo que afugenta, ocasiona indiretamente o descaminho do ensino-aprendizagem.
Ademais, outro fator de entrave é a ausência de concepções e de uma adequação governamental plena no tocante ao universo educacional. Conforme a obra “Raízes do Brasil”, do autor Sergio Buarque de Holanda, os brasileiros estão acostumados a tratarem o Estado como pai, deixando as questões político-sociais em suas mãos. Desse modo, análogo às garantias que competem ao domínio político, surge a necessidade de ações conjuntas com a sociedade, ao propósito de viabilizar diminuição dos iletrados úteis, como os 50% ilustrados pelo Instituto Pró-Livro, que afirmam não leem por incompreensão do conteúdo. De fato, urge a necessidade de investimentos no modal educacional.
Depreende-se, portanto, repensar sobre a questão do analfabetismo funcional. Logo, é fulcral que o MEC faça avaliação periódica do ensino-aprendizagem, e ofereça capacitação adequada ao corpo pedagógico, por meio de avaliações e cursos que estimem a maior desenvoltura para a relação discente-professor, a fim de melhor preparação interna e externa. Além disso, a Escola deve promover projetos que incentivem o hábito da leitura entre a comunidade, e por intermédio de especialistas dinamizem a compreensão da leitura e orientem sobre o questionamento de fatos, com a busca de fontes seguras, com fito de pleno desenvolvimento comunitário. Assim, a musicalidade será apenas uma metáfora.