Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 08/10/2019

Segundo o artigo n° 205 da Constituição Federal Cidadã promulgada em 1988, a educação é um direito de todos e cabe ao Estado e a família assegurá-lo, visando o pleno desenvolvimento do indivíduo, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação profissional. Entretanto, ao analisar o panorama social atual brasileiro, percebe-se que essa legislação encontra-se desprezada, visto que, o índice de pessoas analfabetas é preocupante. Posto isso, ver-se a escassez de politicas públicas e a desvalorização da leitura como causantes desse problema, o qual, por sua vez, deve ser liquidado pressurosamente.

Em primeiro lugar, é válido salientar que, o montante direcionado ao sistema de ensino brasileiro é insuficiente para suprir a demanda habitual do país. Logo, infere-se a pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a qual atesta que, no Brasil, ainda há 11,3 milhões de cidadãos analfabetos. Tal informação somada à perspectiva do sociólogo Zygmunt Bauman – a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “Modernidade Líquida” do século vinte e um –, no que lhe concerne, observa-se um modelo governamental destoante cujo não investe no meio de ensino, perpetuando gradativamente o declínio exacerbado da formação educacional da população brasileira.

Em segundo lugar, hodiernamente, o incentivo à prática da leitura e de sua respectiva interpretação tem sido pouco pautado nos mais variados âmbitos, o que, concomitantemente, semeia o agravamento de tal conflito. Dessa forma, segundo Mário Quintana, “Os verdadeiros analfabetos são os que aprendem a ler e não leem”. Assim, o fato de muitas pessoas não construírem o hábito de ler e exercitar a mente perante à elaboração de sua dignidade, como algo constante desde a infância, acaba que, ocasionando na acentuação desse infortúnio, prejudicando o sujeito em suas condições profissionais, sociais e intelectuais.

Depreende-se, portanto, dos fatos supracitados, que o analfabetismo funcional no Brasil está intimamente ligado à aspectos econômicos e políticos. Desse modo, urge que, a Constituição Federal junto ao Ministério de Educação e Cultura (MEC), por meio de uma legislação pro-eficiente atribuída ao cenário apresentado, promova cursos socializantes que apresentem como pilar essencial, a alfabetização, detalhando o contato primordial entre o indivíduo e a educação. Ademais, instituições educacionais devem promover o debate acerca do empecimento com os pais dos alunos, com o fito de preestabelecer um senso crítico perante a composição pedagógica de seus filhos. Destarte, iremos em encontro à uma sociedade promissora, crítica e, acima de tudo, alfabetizada.