Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 28/07/2020

Educação para o exercício da cidadania

O Inaf (Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional), medidor de analfabetismo na população, constatou que trinta por cento das pessoas são analfabetas funcionais no Brasil. Esse registro é alarmante, pois evidencia que grande parte da sociedade é incapaz de ler, interpretar e realizar operações básicas de matemáticas de forma satisfatória. Logo, devem-se criar alternativas para reduzir o analfabetismo funcional, pois o investimento educacional do país brasileiro é insatisfatório, e a educação é um direito fundamental.

Em primeiro lugar, deve-se analisar que o maior empecilho para diminuição do analfabetismo funcional é a falta de investimento na educação básica. À prova disso, no relatório anual da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento) atesta que o Brasil investe menos na educação que os países que a compõem, tendo um dos piores índices nos parâmetros educacionais. Por conta disso, percebe que o ensino brasileiro é muito deficiente. Por conseguinte, as escolas públicas não têm recursos suficientes para contratar e pagar os docentes, nem infraestrutura adequada para receber os alunos. Nessa perspectiva, percebe o menosprezo por parte do governo com a educação básica, colaborando com o aumento no analfabetismo.

Em segundo lugar, a educação é direito de todos, e o único meio para a inserção plena do indivíduo na cidadania e na busca de autonomia. Nesse sentido, a Constituição de 1988 prevê a educação como direito fundamental e dever do Estado. Contudo, o governo tem sido omisso com o ensino dos seus cidadãos. Essa realidade é divulgada pelo o jornal Globo, que verifica redução nos gastos públicos com a educação brasileira nos últimos anos. Isso corrobora para o aumento de analfabetos funcionais no Brasil, posto que a maioria da população não possui recursos financeiros para pagar boas escolas. E, assim, muitos pessoas tornam analfabetos funcionais, sem capacidade de leitura e de interpretação de textos, e, também, sem mínimo desenvolvimento do senso crítico.

Portanto, muitos são os desafios para diminuir o analfabetismo no país, em virtude do Estado ter sido negligente na observação da lei maior. Desse modo, deve o Governo Federal, em parceira com o Ministério da Educação, aprovar leis para deliberar recursos financeiros para a educação básica e aumento do piso salarial de seus professores. Esse dinheiro deve ser repassado aos estados e municípios, que deverão terão a incumbência de investir em infraestrutura, compra de materiais e pagamentos de funcionários. Dessa forma, é possível melhorar os indicadores educacionais do país e garantir condições mínimas para o exercício da cidadania.