Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 09/10/2019
No livro ‘‘Quarto de Despejo’’, Carolina Maria de Jesus relata seu amor pela literatura e escrita, pois mesmo sem condições e oportunidades para aprender, manteve sua admiração. Analogamente, existem diversos brasileiros nessa situação, sendo classificados como analfabetos funcionais por não compreenderem textos simples, mesmo que desejem. Sobretudo, essa incapacidade da população deve-se à vários fatores, dentre eles, a falta do hábito da leitura e a baixa qualidade do ensino no Brasil.
Primeiramente, a leitura frequente fornece ao indivíduo conhecimentos amplos, pois estimula a interpretação de texto e o contato com a gramática. Entretanto, grande parte dos brasileiros não têm o costume de ler, visto que não foram estimulados, seja pela família ou escola, a ter interesse pelas obras literárias. Segundo o artigo ‘‘Relatos da Literatura Brasileira’’, as pessoas leem em média dois livros ao ano, sendo praticamente desprezível o resultado para o intelecto. Decerto, a incapacidade de compreender textos cotidianos se da a falta de prática.
Ademais, o analfabetismo funcional ocorre em razão da precaridade do ensino brasileiro, já que na educação básica, os alunos tem de saber a ler e decodificar escritas, como consta nos planos do Ministério da Educação. Todavia, isso não acontece, haja vista a falta de professores que desestimula e influencia o desinteresse dos alunos em aprender o próprio idioma, suas regras e a apreciar a literatura. Outrossim, essa deficiência na estrutura educacional faz com que 32% dos docentes atuem em áreas nas quais não possuem formação, segundo dados do Anuário da Educação Brasileira. Por conseguinte, a situação se degrada ainda mais, não só pela falta de profissionais, mas também pela desqualificação.
Em síntese, alternativas para reduzir o analfabetismo no Brasil são necessárias. Portanto, cabe ao Ministério da Educação distribuir livros gratuitos nas escolas e contratar professores qualificados, para isso deve-se listar leituras agradáveis a faixa etária dos estudantes, mas com conteúdo gramatical que estimule a interpretação, além disso, ao admitir o profissional, deve-se fornecer um plano de estudos contendo a análise dos textos literários, com a finalidade de incentivar os alunos a estudarem e gerar adultos capacitados. Por fim, os brasileiros deixarão a realidade descrita por Carolina de Jesus.