Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 10/10/2019

Revitalizando Durkheim

Conforme a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, o Estado, através das escolas, deve facilitar a metodologia de inserção do indivíduo na sociedade. De um lado, a ineficácia de políticas públicas voltadas para reduzir a taxa de analfabetismo no Brasil se encontra como problema principal. Do outro, o aumento de indivíduos excluídos, por dificilmente interpretarem um texto simples, funciona como impulsionador da problemática.

Em primeiro lugar, é relevante abordar que a Constituição Federal - promulgada em 1988 pela ONU - assegura, no artigo 205, a educação como direito de todos, sendo dever do Estado e da família, já que o âmbito educacional permite o desenvolvimento do intelecto e a qualificação de profissionais. Contudo, dados da pesquisa divulgada pelo IBGE, mostraram que há 11 milhões de analfabetos na população brasileira, o que prova a ineficiência do modelo de educação vigente. Desse modo, é notório que o Poder Público negligencia essa questão, logo, tem que agir para mitigar a problemática.

Ademais, vale ressaltar que durante o Brasil Monárquico, os nobres permitiam o ensino primário somente àqueles que eram ricos, excluindo assim a maior parte da população. Nesse contexto, fica nítido que ao perpassar das décadas foi baixo o incentivo à leitura e à educação primária, o que dificulta o processo de inclusão, sobretudo digital, uma vez que os analfabetos funcionais não são capazes de entender o que é compartilhado. Por consequência, os indivíduos ficam suscetíveis à manipulação de informação.

Dessa forma, fica claro a necessidade de políticas públicas que reduzam o analfabetismo funcional no Brasil. Isso se dará a partir da atuação do Ministério da Educação no investimento em ensino básico de qualidade, por meio da melhor aplicabilidade de verbas, principalmente, na capacitação dos professores, responsáveis por passar o conteúdo ao aluno. Outrossim, a Iniciativa Privada deve promover um programa que inclua o analfabeto nas práticas diárias, a fim de promover o exercício da cidadania. Somente assim, o País agregará, igualmente ao que apregoou Durkheim, os iletrados no contexto social.