Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 14/10/2019
A Constituição da república Federativa do Brasil, com base na Declaração Universal dos Direitos Humanos, assegura aos cidadãos o acesso à educação alfabetizadora no sistema de ensino público. Apesar da Legislação Brasileira atuar no processo de alfabetização da sociedade, é fato que a ocorrência de analfabetos funcionais demonstra a ineficiência no processo de letramentos dos indivíduos. Indubitavelmente, essa negligência está intrinsecamente ligada tanto à falta de investimentos na educação, como o anacronismo no processo de ensino. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim da plena redução do analfabetismo.
Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que que a incapacidade de ler, escrever e interpretar textos são reflexos da carência de investimentos na rede de ensino. Acerca dessa premissa, a educação torna-se fragilizada, afetando, assim, na inclusão dos indivíduos analfabetos no mercado de trabalho e na redução do analfabetismo. Além disso, as instituições de ensino ficam com recursos inviáveis para a alfabetização plena dos estudantes e, consequentemente, a evasão escolar aumenta e intensifica o analfabetismo. Seguindo essa linha de raciocínio, o pedagogo Paulo Freire sustenta a ideia de que a leitura é um ato de amor e todo indivíduo deve praticá-la. Assim sendo, fazem-se essenciais maiores investimentos na educação básica.
Ademais, é notório que, atualmente, o sistema educacional brasileiro possui uma conjuntura obsoleta que não consegue solucionar não só o analfabetismo, mas também outros entraves que prejudicam o letramento dos estudantes como a evasão escolar. Segundo o Indicador de Analfabetismo Funcional, o Brasil possui cerca de 38 milhões de analfabetos funcionais. Esse fato preocupante demonstra a ineficácia de um sistema educacional que não é aperfeiçoada para inibir o analfabetismo e manter os estudantes motivados a aprender à leitura. Nesse sentido, tornam-se imprescindíveis inovações nas diretrizes do processo educativo das redes de ensino.
Portanto, é inquestionável que o analfabetismo funcional é fruto tanto da falta de investimentos, como do sistema educacional ineficiente. Logo, o Ministério da Educação e Cultura, em parceria com o Estatuto da Criança e do Adolescente, deve aumentar as verbas destinadas à educação e capacitar professores por meio de cursos que orientem o processo de alfabetização para que atuem no processo de letramento dos analfabetos. Além disso, é vital implantar na Base Nacional Comum Curricular um novo sistema educativo que mantenha os estudantes motivados na aprendizagem da leitura e escrita. Possivelmente, dessa forma, o Brasil promoveria uma sociedade, plenamente, alfabetizada e apta a ingressar no mercado de trabalho.