Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 19/10/2019

A Constituição Federal Brasileira de 1988, é conhecida por ter um vasto rol de direito e garantias fundamentais, inclusive direito à educação. Segundo o jurista italiano Ferrajoli, é uma das constituições mais avançadas do mundo no tocante a direito e garantias fundamentais. Entretanto, o Estado apresenta uma grande dificuldade de implementar o direito à educação, como ordena a Carta Magna, principalmente no que concerne à alfabetização. Neste contexto, é necessário discutir a negligência escolar e os problemas na educação básica.

Em primeiro lugar, ressalta-se a negligência da escola no combate ao analfabetismo funcional. Percebe-se que não existe um projeto pedagógico de alfabetização continuada, na qual os estudantes sejam incentivados a ler e interpretar textos. Depois da fase de alfabetização as escolas ignoram as dificuldade no domínio da leitura e interpretação de textos. A ONG Todos pela Educação, apresentou estudos que mostram que mais de 50% dos brasileiros alfabetizados tem dificuldade de ler e interpretar de textos.

Em segundo lugar, é relevante examinar os déficits na educação básica. De acordo com Immanuel Kant, o homem é aquilo que  a educação faz dele. Neste sentido é possível afirmar que os jovens e adultos analfabetos funcionais tiveram origem na educação básica. As escolas apresentam dificuldades estruturais, como: a falta de professores e infraestrutura. Além disso, a metodologia de alfabetização é retrograda e não acompanhou os avanços pedagógicos dos últimos anos.

Em suma, são necessária medidas capazes de mitigar a problemática do analfabetismo funcional. Para tanto, o Ministério da educação deve aprimorar os índices verificadores de aprendizagem e em posse desses dados elaborar políticas públicas efetivas no combate ao analfabetismo funcional. Além disso, as escolas de educação básica devem celebrar convênios com universidades para melhorar a formação dos professores por meio de um programa de formação profissional continuado, com a finalidade de otimizar o projeto pedagógico de alfabetização.