Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 21/10/2019

A primeira lei de Newton, a lei da Inércia, afirma que um corpo tende a continuar em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele o fazendo permanecer em repouso. Similarmente, o analfabetismo funcional é um problema que persiste na sociedade brasileira há algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como uma força suficiente capaz de mudar o percurso deste problema, fatores como a falta de recursos educativos capacitantes a língua materna e a falta de investimentos educacionais pelo governo acabam por contribuir com a situação atual.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a falta de recursos estimulantes a compreensão de textos ligado ao raciocínio logico é um fator determinante para a persistência da problemática em questão, tendo em vista que muitas pessoas alfabetizadas possuem dificuldades em interpretar textos e fazer cálculos básicos de matemática pela falta da estímulos. De acordo com o livro ‘‘Sociedade em rede’’ do sociólogo espanhol Manuel Castells, a descentralização dos conhecimentos via internet é pertinente no séc XXI. Prova disso, é o fato de jovens desde a infância, serem estimulados a terem uma maior facilidade ao aprendizado devido as tecnologias digitais. Logo, a falta de estímulos educacionais em relação ao uso de tecnologias tange a persistência do analfabetismo funcional no Brasil.

Além disso, é possível salientar a a ausência da qualidade no ensino publico como impulsionador do analfabetismo funcional no Brasil, haja vista que boa parte da população ao término do ensino médio, possui dificuldades crônicas em cálculos básicos e interpretação de textos. Prova disso, é a media aritmética das notas no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), onde é visto uma vasta dificuldade em competências simples onde o ensino não corrobora adequadamente para as capacidades mínimas educacionais de um cidadão. Assim, é inadmissível a presença da má qualidade no ensino brasileiro ocasionado a permanência do analfabetismo funcional.

Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança deste percurso. Assim sendo, para que diminua os índices de analfabetismo funcional no Brasil, cabe ao Ministério da Educação (MEC), criar cursos gratuitos por meio da EaD, esses cursos serão ser feitos em sites específicos que devem ser compartilhados nas midas sociais como um todo. Ademais, é importante que o MEC aumente o número de verbas na área da educação básica por meio da criação de programas com cunho de maior arrecadação monetária, objetivando o melhor ensino possível nas escolas. Somente assim, a estrutura educacional funcionará como a força descrita por Newton e mudará o analfabetismo funcional no Brasil da persistência para a extinção.