Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 22/10/2019

Na Idade Média, a educação era para poucos, pois só os nobres e seus filhos estudavam, e grande parte da população era analfabeta e não tinha acesso aos livros. Similarmente, no Brasil contemporâneo, muitos sabem ler e escrever, mas tem dificuldade em interpretar textos e organizar ideias. Em vista disso, seja pela alienação governamental, seja pela pressa cotidiana nos brasileiros, essa situação representa um atraso e prejudica na formação social, moral e ética de toda a nação.

A priori, ressalta-se que o sistema educacional está seriamente ameaçado com uma geração de não pensadores. Isso ocorre, pois, desde a época da ditadura militar no Brasil, a qual foi marcada pela censura da imprensa aos brasileiros, o governo mostrou que não quer e precisa de uma sociedade capaz de decidir e pensar livremente, mas sim pessoas alienadas para aceitarem o que lhes foi imposto. Nessa concepção, o Estado ausenta-se em políticas públicas e não investe adequadamente no ensino fundamental e médio, onde a maioria da população mesmo com o diploma de determinado nível de escolaridade não consegue compreender as matérias escolares e assim ficam incapacitados e expostos ao se socializar, agir e interagir nos diversos contextos sociais dentro da comunidade em que vivem.

Ademais, a população com os inúmeros contratempos, e sem o tempo necessário, não se preocupa com efetividade, contribuindo para a ineficácia da aprendizagem. Para Durkheim, sociólogo francês, os instrumentos sociais e culturais determinam as maneiras de agir e pensar, características do Fato Social. Assim, a definição do sociólogo, obriga o indivíduo adaptar-se às regras da sociedade, deixando de lado algumas obrigações como a de se aprofundar nos estudos. Em virtude dessa problemática, o desemprego e dificuldades em conquistar um emprego pode surgir, visto que, as oportunidades de trabalho dependem de um certo nível de conhecimento e grau de formação.

Em suma, o analfabetismo funcional não pode mais ser uma realidade no Brasil. Para solucionar esse problema, os poderes administrativos - executivo, legislativo e judiciário -, devem garantir que os  jovens estejam sendo incentivados a estudar de modo proficientemente. Tal medida deveria ser feita por meio midiático e por acompanhamento pedagógico, para que com isso a população atual cresça atualizada e informada. Além disso, o Estado necessita investir na boa qualidade do setor educacional. Somente assim, o Brasil mostrará que é um país de pensadores.