Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 25/10/2019

De acordo com a Constituição Federal de 1988, até hoje vigente, é dever do Estado tornar a educação acessível à todos os cidadãos, com o objetivo de lhes garantir o desenvolvimento humano. No entanto, apesar da sua importância nos dias atuais, muitos brasileiros enfrentam o principal problema do país: analfabetismo funcional. Assim, evidencia-se a necessidade de analisar criticamente os avanços e os desafios para uma possível solução da problemática.

A princípio, vale ressaltar o progresso obtido com a disponibilização do ensino básico gratuito. Martin Luther King, importante ativista cívico americano, diz: “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Tal assertiva faz referência à inserção da matéria Língua Portuguesa na matriz curricular das escolas públicas, cujo princípio baseia-se em ampliar o conhecimento dos jovens em relação à normas gramaticais, à literatura e ao seu uso como ferramenta de interpretação de textos e de gráficos para combater o analfabetismo funcional - o qual se refere à dificuldade em determinar o significado preciso de palavras por não somente indivíduos sem formação básico educacional, mas também estudantes de cursos de graduação, de mestrado e de doutorado.       Ademais, é indispensável destacar os obstáculos enfrentados na luta a favor da educação. Nesse sentido, ao contrário do que se afirma na Constituição Federal, o ensino não é efetivamente garantido e, não poucas vezes, é incompreendido. Isso ocorre porquê há baixo investimento do poder público na disponibilização de aulas interdisciplinares - interação entre duas ou mais matérias escolares para aprofundar o conhecimento e levar a dinâmica do ensino. Por exemplo, não há como negar que a participação das habilidades e das competências da área de Linguagens é fundamental durante aulas da matéria matemática, pois, dessa forma, os alunos se tornam aptos a compreender gráficos e questões-problemas.

Depreende-se, portanto, que ações contra o analfabetismo funcional devem ser imediatamente iniciadas. Para tanto, o Ministério da Educação, órgão responsável por garantir o direito ao acesso à educação, deve investir na disponibilização de aulas interdisciplinares, por meio de incentivos fiscais para ONGs de fins educativos e escolas públicas, com o objetivo de combater a incompreensão de palavras entre os alunos e, por conseguinte, lutar pelo desenvolvimento humano.