Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 25/10/2019
Machado de Assis poderia ter sido apenas mais um na estatística de analfabetismo funcional (caracterizado por limitação de leitura, interpretar textos, fazer operações matemáticas), porque frequentou pouco a escola, bem diferente desse resultado, o autor de “Dom Casmurro” foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, provando que é possível atenuar a contagem dos apedeutas no país. Dessa maneira, as mudanças estruturais educacionais e a persistência da desigualdade social são as principais causas de não conseguir diminuir o problema do aprendizado efetivo.
Primeiramente, as oito mais relevantes reformas educacionais no Brasil desde 1890 não foram suficientes para promover a ruptura com essa precariedade de instrução, pois é necessário que qualquer mudança seja além da teoria ou da simples alteração de nomenclaturas. Destarte, os métodos para reduzir essa questão devem se basear na mudança prática de averiguação no que se refere à compreensão e a capacidade de produzir um pensamento crítico do mundo.
Outrossim, nota-se que a insuficiente formação pode acarretar diversos problemas à sociedade, como Immanuel Kant, filósofo prussiano, dizia que o homem é aquilo que a educação faz dele. Assim, a compreensão de que a desigualdade social e a inconsistência do aprendizado se encontram em um ciclo vicioso garante uma configuração do qual os detentores do poder abastecem tal formato. Nesse sentido, à proporção que a pobreza propicia outras urgências que não o saber, e a falta desse faz com que escolhas nas urnas eleitorais sejam por itens de sobrevivência.
Portanto, a fim de que o analfabetismo funcional venha a diminuir, é preciso que o processo educacional no Brasil seja produzido por especialistas das áreas pedagógica e cognitiva com o objetivo de garantir que a formação básica para cada estudante, e com isso promover a capacidade de compreensão de mundo além do “b com a é ba” sendo proposto a verificação individualizada de cada aluno. Dessarte, é necessário que os programas sociais financiados pelo Estado, utilizando os “royalties”, de responsabilidade do Ministério da Educação, ofereçam dignidade e instrução aos cidadãos de todo o território que a escolha eleitoral seja baseada por projetos de educação, a exemplo. Afinal, a ampliação do número de indivíduos letrados e capacitados a inferir sobre questões cotidianas fomenta uma sociedade menos desigual. Talvez, assim, mais Joaquins Marias serão apresentados no país.