Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 28/10/2019

A vinda da família real Portuguesa ao Brasil em 1808, foi de suma importância para o desenvolvimento intelectual no país, pois, houve a possibilidade de se traduzir milhares de livros e a fundar a primeira biblioteca nacional para expandir o aprendizado. No entanto, torna-se fundamental perceber que parte da população se prejudica com a falta de conhecimento adequado, em virtude, lamentavelmente, da falta de investimentos governamentais e do próprio desinteresse da população pela leitura, o que traz à tona, consequentemente, a formação de cidadãos incapacitados. Diante disso, convém analisar os principais aspectos relativos a esse quadro e possíveis soluções para o impasse.

Em primeira análise, é importante mencionar os fatores que favorecem o aumento do problema no Brasil. De acordo com o filósofo inglês Thomas Hobbes, o Estado é o responsável por garantir o bem-estar da população. Essa visão, embora correta, não é executada no atual cenário brasileiro, tendo em vista que devido à falta de investimentos das autoridades na educação, o ensino básico nas escolas torna-se fragilizado o qual contribui para que várias indivíduos tenham sérias dificuldades futuramente em razão da deficiência nessa base.

Ademais, o desinteresse das pessoas em estudar faz surgir nelas um tipo de barreira mental, que bloqueia o aprendizado. Dessa maneira, a negligência do governo e o desdém das pessoas pelo conhecimento colaboram para piorar a situação. Somado a isso, é válido ressaltar os efeitos dessa problemática. Segundo o Ex-embaixador dos EUA, Benjamin Franklin, o talento sem educação e como a prata na mina. De maneira análoga, sem o conhecimento adequado, é improvável o avanço do indivíduo na sociedade, pois, a não influência da educação, gera a incapacidade de agir de forma crítica, a dificuldade em entrar no mercado de trabalho, devido à falta de preparação intelectual e, principalmente, a má interpretação das informações cotidianas. Outrossim, a esfera da má formação acadêmica se fortalece, trazendo insegurança e a facilidade em ser manipulado. Desse modo, o problema mostra-se bastante prejudicial e exige mais atenção respeito.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater o analfabetismo funcional no Brasil. Para tanto, cabe ao Governo Federal, como instituição suprema responsável pelo gerenciamento do país, investir o suficiente na educação de toda a população, por meio da criação de projetos para serem desenvolvidos nas escolas - pois são elas as responsáveis pela formação crítica e intelectual dos indivíduos - , com intuito de proporcionar melhor qualidade de ensino básico e reforçar mais o aprendizado. Além disso, em conjunto com a mídia, deve criar propagandas eficazes que visem estimular o interesse da população pela leitura e pelos estudos e dessa forma, edificar uma sociedade rica em conhecimento.