Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Com o aumento do crescimento populacional sem planejamento, mal administração de capital e outros motivos o Brasil se encontra em uma era com um gravíssimo alto índice de analfabetos funcionais. De acordo com os estudos do sociólogo Emile Durkheim, vemos que o analfabetismo funcional é um fato social, que não afeta somente o individuo, mas também, a sociedade como em geral, criando uma sociedade ignorante e com dificuldades em diversas áreas da educação.
Em 2009, com o estudo feito pelo Ibope Inteligência, descobriu-se que no Brasil aproximadamente 27% da população era considerada analfabeta funcional e outra grande parte, cerca de 8% seriam analfabetos absolutos (não conseguem ler palavras ou frases).
A chegada de 2014 trouxe também a criação do Plano Nacional de Educação que prevê erradicar o analfabetismo absoluto até 2024, como também, reduzir a taxa de analfabetismo funcional a 13.5%, sendo um plano de 10 anos voltado para a melhora da educação no país. Mesmo sendo um grande avanço rumo à uma melhor educação no país os dados ainda estão muito elevados. Há muito trabalho ainda a ser feito.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de mudança. O Ministério da Educação juntamente com o Ministério do Desenvolvimento Regional, devem investir na conclusão do Plano Nacional de Educação já criado, um maior incentivo da leitura para a população com campanhas nacionais pela televisão, e proporcionar a maior acessibilidade de livros ao povo com um melhor investimento, manutenção e divulgação de bibliotecas municipais. Assim como ja disse o poeta e tradutor brasileiro Mario Quintana, “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem”. Somente com o investimento na cultura da leitura poderemos combater os males do analfabetismo funcional.