Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 28/10/2019

Para o pensador romano Sêneca, “a educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”. Essa visão, ainda que correta, não é executada no hodierno cenário brasileiro, posto que a alfabetização efetiva da população brasileira é um desafio que compreende diversos contratempos. Dessa forma, o desinteresse da população pelas mazelas na educação brasileira e a irresponsabilidade das esferas governamentais contribuem para a perpetuação dos contratempos. Destarte, tais fatores devem ser analisados, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.    A priori, é imperioso destacar o desinteresse da população pelas mazelas na educação brasileira, essas que permitem os alunos concluírem o Ensino Médio sem a capacidade de interpretarem simples textos e realizarem contas básicas. Isso porque, mediante um cenário em que a educação não é prioridade na vida dos brasileiros, transfigura-se comum os alunos frequentarem a escola objetivando a realização de atos inadequadas no âmbito escolar, tais como o consumo de drogas ilícitas e o desrespeito com os docentes. Dessa forma, o desapreço da população em geral pela educação gera um cenário repleto de analfabetos funcionais, visto que, de acordo com dados do G1, mais de 70% dos concluintes do Ensino Médio têm desempenho insuficiente em português e matemática, onde esses serão fortemente impactados pelo mercado de trabalho que, após as revoluções industriais, requer mão de obra cada vez mais especializada. Diante do exposto, é inadmissível que a população continue negligenciando a Educação, visto que essa pode qualificar as pessoas para as diversas relações sociais.

Ademais, a irresponsabilidade do Governo acentua a problemática. À vista disso, à falta de recursos necessários para o fluir do aprendizado é uma realidade em diversas escolas públicas no Brasil. No maranhão, é comum os alunos não terem aulas devido à falta de merenda e de livros. Dessa maneira, torna-se comum a desistência dos alunos de prosseguirem estudando, onde esses buscam saídas para sobreviverem, que, na maioria dos casos, recorrem a empregos precários. Segundo dados do G1, o Estado possui aproximadamente 851 mil analfabetos. À face do apresentado, é inaceitável que o Governo haja de forma irresponsável, já que esse deve garantir os recursos básicos para o fluir da educação, dever esse que se executado corretamente pode diminuir os índices de analfabetos na população.

Em suma, são necessárias medidas para a garantia de uma população alfabetizada. Para a conscientização da população a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias que alcancem as escolas e os espaços públicos, ressaltando a importância da educação para as diversas relações sociais e as mazelas que ocorrem se essa for ignorada, objetivando, principalmente, a formação de uma população alfabetizada. Dessa forma, será possível construir uma sociedade justa e educada.