Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Durante a Idade Média, a Igreja Católica manteve parte do povo na Europa alienado com o ensino de fábulas, dogmas e falsas interpretações da Bíblia, devido ao fato de a maioria população não saber ler e escrever. Hodiernamente, no Brasil, há um grave problema de analfabetismo funcional, pois embora boa parte da população saiba ler e escrever, muitos não compreendem plenamente o significado de textos verbais e nao-verbais. Nesse contexto, o imbróglio necessita ser enfrentado por meio da educação e da família.

Primeiramente, é preciso pontuar que quase metade da população  brasileira com idades entre 15 e 64 anos é considerada analfabeta funcional, segundo o Jornal da Record. Tal situação pode ser confirmada pelo resultado do ENEM 2018, na prova de redação, no qual  de 72,3% dos estudantes de aproximadamente 6 milhões de jovens e adultos tiveram uma nota inferior a 600 pontos em uma avaliação de 0 a 1000, que avalia a capacidade de leitura e produção textual, de acordo com INEP. Esse cenário mostra a gravidade da problemática, pois o analfabetismo funcional afeta não só aspectos do desenvolvimento intelectual, pessoal e profissional do indivíduo, como também  aspectos sociais, políticos e econômicos, já que as pessoas  não têm acesso a tais temas pela falta de uma boa compreensão e interpretação dos fatos e noticias a eles relacionados. Logo, é preciso observar as raízes do ensino para melhorar a educação básica e diminuir os índices noticiados  na mídia nacional

Outrossim, segundo a escritora norte-americana Ellen White, em seu livro Educação, não só a leitura e a escrita, mas também a criticidade deve ser ensinada na mais tenra infância no seio familiar para que sejam formados adultos capazes de discernir e agir com boas ações. Nessa perspectiva, torna-se evidente o papel dos pais e responsáveis como formadores de crianças com hábitos de leitura, escrita e opiniões próprias sobre os demais assuntos da vida cotidiana. Ademais, essa postura confirma o pensamento do filósofo Francis Bacon o qual afirma que “a leitura torna o homem completo; a conversação torna-o ágil; e o escrever dá-lhe precisão”. Logo, é imprescindível o papel da família no processo de iniciação e acompanhamento dos infantes  na diminuição do problema.

Portanto, a escola e a família são alternativas  para mitigar o impasse do analfabetismo funcional no Brasil. Logo, a escola deve estimular a criticidade, por meio do questionamento dos conteúdos lidos e debatidos em sala de aula para que as crianças e jovens não tornem-se adultos analfabetos funcionais. Alem disso, cabe a família acompanhar os filhos e fomentar o diálogo e o senso crítico, por meio de hábitos de leitura a fim de assegurar  a integral formação deles. Desta forma, construir-se-á uma sociedade inalienada, diferente da sociedade européia na idade medieval.

C- letramento de textos e leituras e estímulos a criticidade