Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Em 1889, no período de Primeira República, analfabetos não tinham o direito de voto, sendo que estes representavam a maior parcela populacional. No entanto, mesmo que na contemporaneidade a quantidade de analfabetos absolutos tenha diminuído, a de funcionais continuam elevadas. À vista disso, o decrescimento dessa taxa é uma meta no Brasil e apresenta alternativas para a redução, como políticas para incentivo à leitura e para inclusão no ensino.
Vale ressaltar, a princípio, programas de inserção social da população considerada de idade mais avançada, idosos e adultos mais velhos, como caminho para minimizar o analfabetismo funcional no Brasil, já que segundo o IBGE esses cidadãos representam a maior parte das pesquisas relacionadas a esse assunto. Nesse sentido, consoante o jornalista Marcos Stefano Couto, para reduzir o índice de analfabetos funcionais, demanda políticas sérias tanto de ensino quanto de inclusão social. Faz-se imprescindível, portanto, o desenvolvimento de projetos nas escolas, por parte do governo, que inclua os mais velhos na educação.
Ademais, políticas que incentivem à leitura são também opções para redução do analfabetismo funcional brasileiro. Nessa acepção, segundo a mestre em Educação, Acacia Kuenzer, ler significa, em primeiro lugar, ler criticamente e criar o seu próprio texto com base no que foi lido. Desse modo, com a leitura é capaz de desenvolver o senso crítico, desenvolver a interpretação, o raciocínio e perder a ingenuidade diante dos textos dos outros, adquirindo seu próprio entendimento, discordando ou concordando com a ideia principal.
Diante dos fatos mencionados, portanto, é necessário que o Ministério da Educação juntamente com as escolas divulgue as bibliotecas públicas presente no território nacional e proponha na grade curricular a leitura de livros e preenchimento de fichas técnicas. Isso deve ocorrer por meio de publicações, semanais ou mensais, de obras literárias em murais escolares ou via virtual, seguidos, posteriormente, nas aulas de Literatura, Português ou Produção de Texto realizações de debates e a devida compreensão de cada aluno, assim como fazia o ideólogo Ovalo de Carvalho. Esse mesmo agente deve criar aulas extras em todos os turnos para idosos e adultos, então, com essas alternativas será possível reduzir o analfabetismo funcional brasileiro.