Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Segundo dados do IBOPE, o analfabetismo funcional atinge cerca de 68% da população brasileira. Entende-se como analfabeto funcional aquele indivíduo que apresenta incapacidade de interpretar e decodificar textos simples ou operações matemáticas básicas. Diante de um dado tão alarmante, convém o debate sobre a problemática levando em consideração dois dos seus principais agentes causadores: a precariedade do ensino básico e a falta de estímulo a leitura no Brasil.

Primordialmente, cabe ressaltar que o direito à educação gratuita e de qualidade é assegurado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada pela ONU em 1948. Entretanto, o que se vê é um cenário de descaso com o ensino básico, o que é exemplificado por métodos de ensino arcaicos que restringem as formas de aprendizagem apenas entre: aluno - professor - carteira e lousa. Ignorando-se o leque de opções que o cenário tecnológico hodierno oferece como maneira de despertar o interesse do aluno e, consequentemente, sua permanência na escola.

Outrossim, concomitante à isso, segundo o IPL (Instituto pró-livro), somente um em cada quatro brasileiros tem o hábito da leitura. Tal falta, compromete a capacidade de interpretação de textos, crescimento profissional, bem como sua inclusão na sociedade. Com isso, observa-se também uma decadência no senso crítico individual, tornando essas pessoas fáceis vítimas de exploração e manipulação.

Portanto, diante do exposto, é indubitável que medidas sejam tomadas. Cabe ao MEC, juntamente com as secretarias estaduais e municipais de educação, a organização de cursos capacitores semestrais para professores, que visem inserir eventos como oficinas de ciência e leitura nas escolas com o intuito de aumentar a interação do aluno com o que está sendo passado em sala de aula. Também, faz-se importante, através dos mesmos agentes, a realização de palestras para a comunidade em geral falando sobre a importância do hábito de ler na formação cidadã e cultural de cada brasileiro. Desse modo, esse percentual assustador diminuirá.