Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 30/10/2019
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - garante a educação e o bem-estar social. Entretanto as dificuldades encontradas em uma educação de baixa qualidade bem como a negligencia do poder público dificultam a diluição das taxas de analfabetismo funcional, o que representa grave obstáculo à verdadeira efetivação desse direito. Com efeito, intensificar investimentos para mitigar e equiparar a negligencia do poder publico e as desigualdades sociais é medida que se impõe.
Em primeiro plano, é evidente que a falta de investimentos para garantir a motivação dos professores contribui para o problema sistêmico do analfabetismo. A esse respeito, Gabriel o Pensador, na música “Estudo errado”, crítica um ensino obsoleto e ineficaz em que o aluno frequenta a escola mas não adquire nenhum aprendizado. Assim como na canção, o Brasil sofre com as consequências da desvalorização do profissional da educação, que devido às precárias condições de infraestrutura e a baixa remuneração se sente desmotivado e incapaz de transmitir e estimular o aluno a usufruir do seu potencial de pensamento crítico e autônomo caracterizando um ensino precário como na música e um empecilho à redução do analfabetismo funcional. Nesse contexto, nota-se que a desvalorização dos professores é muito nociva para o desenvolvimento nacional, sendo esta uma consequência direta da negligência por parte das esferas públicas.
De outra parte, as desigualdades sociais e históricas também dificultam a diluição plena do analfabetismo. Acerca disso, uma pesquisa realizada pela UNICEF, em 2014, demonstra a relação direta entre a população de baixa renda e a evasão do aluno em sala de aula. Uma vez que, as faltas de recursos influenciadas pelas difíceis condições financeiras tornam as oportunidades de trabalho mais sedutoras e alguns indivíduos decidem trabalhar - até informalmente- a estudar. Nesse sentido, enquanto o país não atuar na valorização e inclusão, a população brasileira continuará sem usufruir o direito inerte ao homem e previsto na Carta Magna: a educação.
Urge, portanto, que o direito a educação e ao bem-estar social seja, de fato, assegurado como prevê a Constituição. Nesse sentido, cabe ao Governo encaminhar verbas para o Ministério da Economia e ao da Educação que deve, com urgência, direcionar investimentos nas escolas e promover programas que valorizem o professor e auxiliem o aluno - desde a terna idade- em seu progresso acadêmico, por meio de eventos pedagógicos, como aulas e palestras, com a finalidade de promover a valorização do profissional da educação e mitigar as influências negativas da desigualdade existente no país, permitindo, assim, a redução das taxas de analfabetismo funcional.