Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Segundo o poeta Mario Quintana: “o verdadeiro analfabeto é aquele que sabe ler, mas não lê”. Contudo, no cenário brasileiro atual, encontra-se quase metade da população com dificuldades de interpretação e noções básicas da matemática, por exemplo; tornando-se analfabetos funcionais. Sob tal ótica, é perceptível a falta de estímulos que elaborem o letramento e como consequência sua drástica interferência no indivíduo.
Dentre os inúmeros motivos que levaram a crescente massa do analfabetismo funcional, o desmazelo do domínio da leitura é o principal fator. De acordo com a Inaf, sucede-se precipuamente no ensino fundamental e superior. Percebe-se que as três principais esferas sociais: pais, professores e Estado, ainda não conseguiram impelir o público-alvo para promover uma alfabetização de total qualidade e mais adaptada. Desse modo, faz-se necessário uma ação mais efetiva dos setores comunicativos, tornando a aprendizagem algo mais constante e acessível.
Em segundo lugar, é valido reconhecer como esse panorama supracitado é capaz de danificar o cidadão. Isso porque pode afetar crianças á estudantes com ensino médio superior completo, trazendo riscos para seu desenvolvimento pessoal, intelectual e profissional; e desfazendo de mitos relacionados a baixa escolaridade. Sendo assim, o estudante passa a ter dificuldades com a interação social, e para conquistar oportunidades de emprego.
Em suma, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. De acordo com o psicólogo Jean Piaget, no seu livro “o juízo moral na criança” ele fala que a aprendizagem é um processo ativo e personalizado. Portanto, cabe ao Governo Federal por meio do Ministério da Educação oferecer cursos presenciais e onlines de alfabetização e de capacitação de leitura escrita para jovens e adultos. Ademais, a criação de campanhas em rádios, noticiários e na internet que combatam o preconceito linguístico, gerando uma reflexão visando sensibilizar o receptor sobre as óbices do iletrado. E por fim, promover uma universalização do acesso a leitura, acessando outros ambientes culturais para que esse processo ser torne segundo Piaget, uma dinâmica de aprendizado.