Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 31/10/2019
De acordo com o educador e psicanalista Rubem Alves, as escolas podem ser comparadas a asas ou gaiolas, haja vista que proporcionam voos ou perpetuam condições de controle. Distante do pensamento de Rubem, nos dias atuais, as escolas brasileiras não encorajam o voo, visto que apresentam diversas falhas do processo de ensino e com subsequente analfabetismo funcional. Nesse sentido, a falta de motivação pelos professores e a baixa qualificação profissional tornam-se desafios de máxima urgência no país. Diante disso, é necessário analisar as barreiras para contornar essa realidade.
Em primeiro lugar, um caminho para melhorar esse cenário é incentivando os alunos. A exemplo disso, o filme “A sociedade dos poetas mortos” aponta um modelo ideal de profissional, que incentiva o pensamento crítico e autônomo dos alunos e os impulsiona a correr atrás dos objetivos nos estudos e na vida. Sob tal ótica, embora frequentem as escolas, existe um desinteresse por parte do aluno, decorrente de aulas pouco produtivas e da falta de motivação do professor. Dessa forma, é essencial um professor qualificado que não só ensine como também, os motive a terem vontade de aprender, para assim aumentar o desempenho acadêmico e reduzir o analfabetismo funcional no país.
Por conseguinte, vale ressaltar que a baixa qualidade do ensino brasileiro resulta em uma falta de qualificação no mercado de trabalho. Segundo dados do Manpower, 43% das empresas brasileiras tem dificuldades de contratar funcionário, devido à escassez de talentos. A esse respeito, Observa-se que muitos indivíduos possuem dificuldades de entrarem no mercado de trabalho, pois, tiverem falhas na educação, principalmente no que se diz respeito à interpretações de textos, que dificultam a uma qualificação profissional desse cidadão. Nesse contexto, é essencial corrigir as erros no sistema de ensino e, também, oferecer mais oportunidades de capacitação profissional.
Torna-se claro, portanto, a necessidade de tomar medidas para alterar o cenário de analfabetismo funcional no país. Logo, urge que o Ministério da Educação - ramo do Estado responsável pela formação civil - inserir, nas escolas, desde a tenra idade, a discussão sobre a importância dos estudos e como a educação pode transformar vidas, por intermédio de palestras e campanhas motivacionais, com a participação de psicólogos e professores, com o objetivo de desenvolver, desde cedo, o interesse na educação. Poderia, também, desenvolver cursos profissionalizantes , a fim de que os brasileiros tenham mais qualificação e oportunidades no mercado de trabalho. Talvez, assim, como no pensamento de Rubem, as escolas sejam como asas e que proporcionam voo aos estudantes.