Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Segundo dados do IBGE, divulgado em 2018, o Brasil tem cerca de 11,3 milhões de pessoas analfabetas. Além desse grave problema, há, também, o analfabetismo funcional que é caracterizado por indivíduos que sabem ler e escrever, mas não compreendem plenamente o significado de textos verbais e não-verbais. Desse modo, faz-se necessário buscar alternativas por meio da educação escolar e da família para atenuar a problemática.
Primeiramente, vale destacar o problema que há na educação básica, visto que grande parte dos egressos do ensino médio não são capazes de interpretar informações . Hodiernamente, essa situação ficou evidente pelo resultado do ENEM 2018, na prova de redação, no qual de 72,3% dos estudantes , cerca de 6 milhões de jovens e adultos, tiveram uma nota inferior a 600 pontos em uma avaliação de 0 a 1000, que avalia a capacidade de leitura e produção textual, de acordo com o INEP. Esse cenário mostra a gravidade da problemática, pois, o analfabetismo funcional afeta não só aspectos do desenvolvimento intelectual, pessoal e profissional do indivíduo, como também a capacidade de compreender aspectos sociais, políticos e econômicos da sociedade . Assim, é preciso observar as raízes do ensino para melhorar a educação básica e diminuir os índices noticiados na mídia nacional.
Ademais, segundo a escritora norte-americana Ellen White, em seu livro Educação, não só a leitura e a escrita, mas também a criticidade deve ser ensinada na mais tenra infância no seio familiar para que sejam formados adultos capazes de argumentar e opinar sobre fatos e notícias. Nessa perspectiva, torna-se evidente o papel dos pais e responsáveis como formadores de crianças com hábitos de leitura, escrita e opiniões próprias sobre os demais assuntos da vida cotidiana. Outrossim, essa postura confirma o pensamento do filósofo Francis Bacon o qual diz que “a leitura torna o homem completo; a conversação torna-o ágil; e o escrever dá-lhe precisão”. Nesse sentido, é imprescindível o papel da família no processo de iniciação e acompanhamento dos infantes na diminuição do problema social. Portanto, educação básica e a família são alternativas para reduzir o impasse do analfabetismo funcional no Brasil. Logo, a escola, através dos professores, pedagogos e psicólogos, deve estimular a criticidade, por meio do questionamento dos conteúdos lidos e debatidos em sala de aula para que as crianças e jovens se tornem adultos críticos com capacidade de usar a linguagem e informações de forma plena. Além disso, cabe a família acompanhar os filhos, os adultos devem estimular o diálogo e analise de assuntos do cotidiano, por meio de leitura de livros, informações das mídias sociais e jornais de TV, a fim de assegurar a integral formação deles. Desta forma, construir-se-á uma sociedade com um número cada vez menor de pessoas em situação de analfabetismo.