Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Analfabetos funcionais são indivíduos, que embora saibam reconhecer letras e números, não consigam compreender os textos mais simples. É evidente, que nos últimos 15 anos o índice de analfabetismo funcional decresceu, mas mesmo assim ainda é um fantasma que atinge até mesmo estudantes que frequentam o ensino superior, desmistificando a história de que essa taxa atinge apenas indivíduos com baixa escolaridade. Desse modo, medidas devem ser criadas para solucionar a problemática atual.
De 1890 até os dias atuais ocorreram 8 relevantes reformas educacionais, que não foram capazes de promover a ruptura com analfabetismo funcional. Vale ressaltar, que o elevado índice de analfabetismo no país ocorre devido à negligência do Estado em questão da educação pública. De acordo com o jornal Correio do Povo o número de pessoas que não conseguem compreender textos simples chega a quase 40 milhões, e isso deve-se à baixa qualidade de ensino nas escolas públicas, deficiência de materiais didáticos, precariedade na infraestrutura, constante greve de professores, levando a suspensão de muitas aulas e, é importante salientar a pouca falta de incentivo à leitura na sociedade brasileira.
Joseph Addisson, poeta e ensaísta inglês, dizia que a leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo, elevando o valor da leitura. Um dos motivos que elevam os índices de analfabetismo no Brasil é o baixo índice de leitura, no ano de 2016, Instituto pró-livro constatou que o brasileiro lê em média 2,43 livros por ano, não sentindo muito interesse pela leitura. Ler não é uma atividade passiva, estática mas dinâmica e precisa ser estimulada. A desigualdade social e o analfabetismo funcional se encontram em um ciclo vicioso garantindo uma configuração do qual os detentores do poder abastecem tal formato.
Estabelecida pela constituição brasileira de 1988, a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família, para que, assim, possa ser formados indivíduos capazes de exercer a cidadania e sem aptos ao mercado de trabalho. Em suma, compete ao Ministério da Educação investir na construção de mais escolas públicas e na infraestrutura das escolas já existentes, desenvolvendo métodos que priorizem o aprendizado definitivo na educação básica e o incentivo para a alfabetização de idosos e adultos. Campanhas publicitárias devem ser formuladas pelo Ministério da Cultura incentivando a leitura familiar e a ida às bibliotecas. Amenizando os problemas e solucionando- se assim esta problemática.