Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 30/10/2019
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - assegura a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social.No entanto,na conjuntura contemporânea,ao se observar o cenário educacional no Brasil,nota-se que esse princípio constitucional não é efetivo na prática,uma vez que o precário sistema público de ensino corrobora para o aumento do índice de analfabetismo funcional no âmbito social.Nesse contexto,urge analisar como a negligência governamental e o déficit da educação básica impulsionam tal problemática.
Convém ressaltar,a princípio,que a ocorrência do analfabetismo funcional está intrinsecamente relacionada à ineficácia das políticas públicas de alfabetização.Nesse viés,em muitas escolas faltam professores capacitados em ensino básico e,principalmente,matérias que viabilizam o pleno aprendizado,o que faz com que os alunos não desenvolvam efetivamente as técnicas de leitura e escrita.Essa conjuntura,de acordo com as ideias do filósofo contratualista John Locke,configura-se como uma violação do “Contrato Social”,já que o Estado não cumpre a sua função de garantir que os cidadãos gozem de direitos imprescindíveis.Dessa forma,os mínimos investimentos estatais em ensino público proporciona a manutenção do analfabetismo no contexto social.
Outrossim,vale salientar que a educação é o fator primordial no desenvolvimento de um país. Segundo uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,o Brasil tem cerca de 38 milhões de pessoas analfabetas funcionais.Diante disso,a falha na formação educacional dos alunos corrobora para a falta de compreensão da realidade social,bem como dos aspectos de relacionam a sociedade civil.Nessa perspectiva,a falta de domínio de interpretação de textos simples e de cálculos matemáticos dificulta o desenvolvimento intelectual dos indivíduos,bem como a sua inserção no ensino superior e,posteriormente,no mercado de trabalho.Desse modo,o déficit na educação básica afeta negativamente na vida social dos cidadãos.
Infere-se,portanto,que é imprescindível medidas para minimizar os índices do analfabetismo funcional no âmbito social.Logo,cabe ao Ministério da Educação - órgão do Estado responsável pela formação civil - desenvolver projetos nas escolas que visem proporcionar aos alunos um maior contato com a leitura,desde as séries iniciais,uma vez que tais ações têm imenso poder transformador na vida dos estudantes.Isso deve ser feito por meio de profissionais capacitados,como pedagogos e professores de letras,os quais priorizem o ensino básico,a fim de viabilizar uma alfabetização de qualidade aos indivíduos e,consequentemente,combater o analfabetismo funcional.