Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Em sua música, “Estudo errado”, Grabriel, o Pensador, critica um ensino obsoleto e ineficaz, em que o aluno frequenta a escola, mas não adquire nenhum aprendizado. Assim como na música, o Brasil sofre com as consequências da baixa qualificação das escolas e com o subsequente analfabetismo funcional. Isso se evidencia são só pela falta de motivação dos professores como também pela evasão escolar, tornando-se desafios de máxima urgência no país.
Antes de tudo, vale ressaltar que os professores sentem -se desmotivados em transmitir seus conhecimentos para os alunos. A esse respeito, o escritor e antropólogo brasileiro, Darcy Ribeiro, conceitua “pacto de mediocridade” se referindo à situação em que o “professor finge que ensina e o aluno finge que aprende”. Nesse sentido, em um país que tem no seu artigo quinto da Constituição Federal de 1988 à garantia do direito à educação é desprezível como esse direito básico é negligenciado.
Ademais, a evasão escola torna-se cada vez mais um motivo para o analfabetismo funcional permanecer no país. A cerca dessa premissa, programas criados pelo governo como o EJA (Educação de Jovens e Adultos) e o ProJovem buscam elevar o grau de escolaridade de jovens e adultos em situações desiguais. Sobre essa perspectiva, é repulsivo como o governo buscar soluções imediatas para problemas que devem ser prevenidos desde a base.
Evidentemente, portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. A fim de que o cidadão adquira o hábito de leitura e supere suas dificuldades com escrita, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as secretarias estaduais e municipais de educação promoverem mais ações e projetos de incentivo à leitura por meio da criação de bibliotecas públicas e ações junto às comunidades, como saraus e atividades de contração de história. Desse modo, será possível reverter a situação do “Estudo Errado”, a qual se referiu o músico Gabriel, o Pensador.