Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Na avaliação realizada pelo Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (PISA), o Brasil ficou em 59º em leitura num ranking de 70 países. Desse modo, faz-se necessário debater acerca das alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no contexto brasileiro, relacionadas ao investimento na educação básica e na metodologia de ensino.
Em primeira análise, o pouco investimento na educação de base mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nesse sentido, segundo o Movimento Todos Pela Educação, professores de ensino básico ganham, em média, 30% menos que profissionais com mesma escolaridade. Dessa forma, tal dado ilustra a desvalorização do ensino básico, presente até mesmo no salário do lecionador. No entanto, segundo a neurociência, a infância representa a fase de maior absorção para se aprender coisas novas. Desse modo, é evidente a necessidade de recursos para potencializar o ensino básico, tendo em vista que é o melhor período para se trabalhar a alfabetização.
Além disso, o analfabetismo funcional encontra terra fértil na falha metodologia de ensino. Nesse aspecto, Gabriel, o pensador, em sua música ‘‘Estudo Errado’’, critica um ensino ineficaz. Desse modo, essa situação assemelha-se à educação brasileira, que é baseada em aulas genéricas, sem levar em consideração as dificuldades individuais dos alunos. Assim, Darcy Ribeiro, antropólogo brasileiro, se refere à essa questão como ‘‘Pacto da Mediocridade’’, em que ‘‘o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende’’. Logo, atualizações dos métodos de ensino são necessárias.
Portanto, alternativas estratégicas são necessárias. Como solução, é preciso que as escolas, através da promoção de atividades dinâmicas no ensino básico e aulas de reforço específicas para cada estudante, atuem como instrumento de incentivo à leitura e, consequentemente, à redução do analfabetismo funcional, a fim de garantir um ensino e metodologia eficaz. Desse modo, o país passará a assumir uma boa posição no PISA.