Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Paulo Freire, pedagogo brasileiro, em “Pedagogia do Oprimido” afirmava que a educação deveria conceber cidadãos críticos, ao ser libertadora e propulsora de mudança social. Contudo, nota-se, hodiernamente, baixa proficiência de leitura e matemática de discentes, o que ocasionam analfabetos funcionais. Assim, a ineficiente interpretação de informações e a intensificação da exclusão social, tornam-se pertinentes e devem ser analisadas.

Mormente, salienta-se avanços na alfabetização do país. No entanto, os índices de alfabetização não garantem a funcionabilidade, já que é pertinente o aumento de analfabetos funcionais no país. Dessarte, o analfabetismo funcional se configura em indivíduos que apenas decodificam o que leem, sem interpretar, plenamente, o exposto. Segundo dados da Record, apenas oito a cada cem pessoas possuem perfeito domínio da leitura, o que exemplifica a problemática. Para Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para transformar o mundo, logo, a necessidade, do fortalecimento educacional no combate à analfabetização.

Além do supracitado, a alfabetização deficitária intensifica a marginalização e a exclusão dos indivíduos. Soma-se a isso, a vulnerabilidade, haja vista a falta de conhecimento de seus direitos enquanto cidadãos e, posteriormente, processo de alienação diante da situação social. Outrossim, o desconhecimento de leituras, significados e operações matemáticas, resultam em um abismo entre vontade e oportunidade, já que a busca por empregos ou vagas no ensino superior se tornam distantes, por o analfabetismo aniquilar as chances. Desse modo, a importância do assistencialismo na equação de iniquidades sociais que dificultam o processo-aprendizagem do indivíduo e suas vocações pessoais.       Infere-se, por conseguinte, diante do abordado, imperiosas as ações de órgãos responsáveis. Dessa forma, o Ministério da Educação deve fortalecer as politicas públicas de promoção de alfabetização, por meio de investimentos na capacitação continuada de professores, com inserção de tecnologias, ludicidade na aquisação do conhecimento e aplicação do aprendizado no cotidiano, a fim de proporcionar enriquecimento cognitivo e erradicar o analfabetismo funcional dos indivíduos. Ademais, o Poder Público deve garantir, a partir de assistentes sociais, acompanhamento dos discentes e responsáveis, buscando identificar área de moradia e dificuldades que sejam iniquidades na vida social dos cidadãos, com o fito de assegurar a permanência do alunado nas escolas e seu conhecimento cidadão contra a alienação. Portanto, a mudança social acontecerá e cidadãos serão críticos, como preconizou Paulo Freire, com o fim do analfabetismo funcional.