Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 31/10/2019

A Constituição Federal de 1988, Art. 205, garante que a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação no mercado de trabalho. Sob esse viés, nota-se, no entanto, que tal norma está sendo aplicada na teoria não na prática ao observar os grandes casos de analfabetismo funcional no Brasil, devido à negligência estatal e familiar. Logo, hão de ser analisados tais fatores, a fim de liquidá-los de maneira eficaz.

A priori, é importante ressaltar que a máquina pública é um agente o qual ajuda para o crescimento da problemática. Nesse sentido, segundo o filósofo inglês John Locke, o Estado, por meio de um contrato social, deve garantir o bem-estar à população. Entretanto, tendo em vista a instabilidade da educação brasileira, percebe-se uma ruptura com o pensamento do empirista, em virtude da omissão governamental em não garantir, de maneira absoluta, a educação necessária para a evolução da população brasileira, de modo a ir de encontro com a Carta Magna.

Outrossim, é fulcral pontuar, ainda, que o descaso parental acentua o impasse. Isso acontece porque muitos adultos não participam na educação escolar dos seus filhos, além de demostrar desinteresse em acompanhar o seu processo de aprendizagem. Nessa lógica, o filho acaba se tornando desinteressado nos estudos, podendo levá-lo a querer abandonar o âmbito educacional e, por conseguinte, gerando o aumento nos casos de analfabetismo funcional. Isso torna-se mais claro, por exemplo, ao analisar uma pesquisa realizada pelo site “Escola em Movimento”, o qual revelou que mais de 60% dos alunos do 5º ano não sabem interpretar textos e resolver operações exatas.

Depreende-se, portanto, que é necessário reduzir a ineficácia pedagógica no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério de Educação e Cultura (MEC) - órgão governamental responsável pela propagação de educação - realize, por meio de políticas públicas, projetos que visem uma melhor didática advindo dos educadores, com a finalidade de diminuir o índice dessa mazela. Ademais, deve  realizar simpósios, para os pais, com educadores, psicólogos, e coaches da área, para discutir a necessidade do acompanhamento dos elos familiares na educação do indivíduo. Somente assim, será possível, por fim, que a lei supracitada não permaneça na teoria.