Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Segundo o escritor irlandês Bernard Shaw, “Ninguém é melhor por ter nascido em determinado país ou família”. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto, uma vez que o analfabetismo funcional no Brasil apresenta barreiras para concretizar esse pensamento. Desse modo, medidas sociopolíticas devem ser debatidas e compreendidas, haja vista que a educação reflexiva e o cumprimento constitucional são essenciais para contrapor essa problemática.
Nessa circunstância, é importante ressaltar a educação como um propulsor das mudanças sociais. Isso por que ela é responsável por desconstruir padrões que são impostos, naturalizados e, posteriormente, refletidos na dificuldade em encontrar alternativas para reduzir o analfabetismo funcional, já que o ensino formal, no Brasil, é deficitário e pouco prepara o cidadão no que tange ao senso crítico para lidar com esse problema. Nessa perspectiva, segundo o site Administradores, essa realidade é justificável, já que, por não haver uma grade curricular com disciplinas de caráter reflexivo, cerca de 30% das pessoas com ensino superior possuem certo grau de analfabetismo funcional, com dificuldades em interpretar textos simples. Dessa modo, urge a necessidade de desenvolver a conscientização estudantil para que essa realidade seja minimizada e, progressivamente, resolvida.
Outrossim, é indubitável que a transgressão à Constituição esteja entre as causas do problema. Nessa lógica, o filósofo John Locke afirma que a política deve ser usada para garantir o bem-estar da sociedade. Porém, é notável que o Poder Público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor dos direitos mínimos, visto que não proporciona aos cidadãos os devidos serviços eficientemente, como boa estrutura escolar, apoio psicológico e auxílio na formação dos professores. Essa lamentável condição de vulnerabilidade a qual encontram-se e percebida na falta de alimento nas escolas públicas, salas de aulas com irregularidades e professores sem os devidos equipamentos necessários para o ensino. Dessa forma, o Estado desconstrói a visão de regime protetor de modo a causar exclusão e, por conseguinte, a violação do contrato social entre o indivíduo e o Governo.
Evidencia-se, portanto, medidas para reverter tal situação. Nesse contexto, é imprescindível que o Poder Público destine maiores investimentos às escolas para promove a formação de estudantes racionais e ativos, por meio de emendas, palestras, debates em grupo, a respeito do tema, visando moldar o pensamento estudantil acerca de como combater o analfabetismo funcional. Ademais, o Estado deve buscar empréstimos com países amigos para construir escolas, melhoras as que já existem, proporcionar alimentação nas regiões mais carentes, para que os alunos tenham, ao menos, o básico para desenvolverem-se. Só então, a igualdade retratada por Bernard Shaw será alcançada.