Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 31/10/2019
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegura a educação como direito inerente a toda população. Tornar-se válido perceber, entretanto, que essa garantia nem sempre é colocada em prática, uma vez que o analfabetismo ainda é predominante no ambiente social do Brasil. Nesse sentido, convém analisar como à estrutura deficiente das escolas e à família causam essa problemática e, possíveis providências relacionadas a esse fenômeno.
A priori, a estrutura precária oferecida nas escolas é o principal responsável por esse problema. Isso ocorre porque muitas escolas da rede pública não oferecem as condições básicas necessárias para a aprendizagem, devido à superlotação das salas de aula e ao despreparo dos educadores em relação às etapas de aprendizagem da leitura e da escrita. Não é à toa, afinal, que, de acordo com a pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as escolas públicas do Brasil têm em media mais de 35 alunos por sala de aula e, têm também um dos números mais elevados de alunos por professor, 22. Consequência disso, o aumento no volume de trabalho dos professores e a superlotação afetar diretamente a qualidade de ensino nas escolas do país, expandindo ainda mais os índices de analfabetismo no Brasil.
Ademais, o descaso das famílias também é responsável pelo analfabetismo acentuado no brasil.Isso acontece porque, conforme defende o sociólogo Paulo Freire, em sua obra “Pedagogia da Indignação”, discorreu sobre a importância da interação entre a família e a escola na promoção de uma educação de qualidade. Contudo, essa parceria é prejudicada pela falta de acompanhamento dos pais na rotina escolar dos filhos, visto que os genitores passam uma grande parte do dia no trabalho e, não conseguem ter uma interação no desenvolvimento escolar dos filhos. Por conseguinte, a ausência de apoio familiar resulta em altos índices de evasão escolar, o que dificulta a trajetória da alfabetização. Medidas, portanto, tornam-se necessárias para garantir pragmaticamente à educação, como preconizar a Constituição. Desse modo, o Ministério da Educação (MEC), deve melhorar as estruturas das escolas, por meio da contratação de novos docentes para suprirem a demanda da educação básica, com abordagem específicas sobre a temática da alfabetização, para que, assim, possam ensinar a prática de leitura, escrita e interpretação com qualidade. Outrossim, as escolas devem promover projetos destinados aos país, por meio de palestras periódicas, com o intuito de estimulá-los a participarem ativamente da rotina estudantil. Dessa forma, indubitavelmente, a Constituição será colocada em prática como está prescrita para todo cidadão.