Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Perante a Constituição Brasileira, todo cidadão tem pleno direito de ter uma educação de qualidade e que proporcione a este maiores oportunidades. No entanto, a realidade não é essa, uma vez que há milhões de analfabetos e este número ainda cresce quando acrescenta-se os analfabetos funcionais, que são pessoas que sabem ler, mas são incapazes de interpretar o que é lido, esta questão é causada por vários fatores entre eles, a má qualidade da educação básica no Brasil e a falta da prática de leitura do cidadão brasileiro. Portanto, é necessário que se discuta este tema e o solucione imediatamente.

Em primeira análise, a educação básica brasileira apresenta nota 4,8, ou seja, abaixo das expectativas do MEC, que estimava uma média de 6 pontos. Sendo assim conclui-se que a educação básica do Brasil apresenta falhas que prejudicam todo o processo educacional, já que é nos primeiros anos escolares que se aprende os princípios de todos os demais conteúdos apresentados no colégio, dessa forma, em conformidade com a comparação bíblica da construção da igreja sobre a rocha e não sobre a areia, é preciso que se efetive a educação básica brasileira, para que construa um caminho educacional firme, reduzindo desta forma o analfabetismo em todas suas formas.

Já em segunda análise, o brasileiro não tem como costume a prática da leitura, como pode ser percebido no dado da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que alerta que os brasileiros lêem em média menos de 5 livros por anos, número muito abaixo dos encontrados em outros países. Tal dado aponta para a falta de interesse ou até acesso aos materiais de leitura, o que prejudica imensamente a aquisição plena do conhecimento e a fixação deste, pois os livros são meios que além de contribuírem para o enriquecimento vocabular, propõem ao leitor que este tenha uma leitura completa e a interprete, trabalhando a capacidade de interpretação e diminuindo o analfabetismo funcional, já que para ter uma boa compreensão textual é preciso ser leitor.

Dessa maneira, é preciso que o Ministério da Educação invista em maior capacitação dos profissionais de educação básica, a partir da oferta de cursos online, aspecto que proporciona maior acesso a todos, a fim de se ter mais qualidade do ensino básico. Além disso, deve-se também incentivar a prática da leitura, a partir da disponibilização de livros em ambientes públicos de fácil acesso a toda população, como por exemplo estações de ônibus e praças públicas, para que a população melhore sua média de leitura anual e consequentemente reduza os índices de analfabetismo funcional. Assim, a realidade estará em maior equivalência com a apresentada na Contituição.