Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 31/10/2019
Desde o Iluminismo,entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.No entanto,quando se observa a questão do analfabetismo no país,verifica-se que esse ideal iluminista é contestado na teoria e não desejavelmente na prática,e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país.Nesse contexto,torna-se clara a presença da segregação social,bem como a educação básica fragmentada.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema.Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais,em qualificação profissional e em melhor suporte intelectual,medidas que tornariam o ambiente educandário mais inclusivo para os cidadãos e,devido ao não investimento em instrução primária igualitária,que só pode resultar no constante aumento da desinformação acerca da compreensão e interpretação da leitura.
Outro fator relevante,nessa temática,é segregação social,que ainda é agente ativo na manutenção e potencialização da evasão escolar frente à sociedade.Contudo,é fundamental pontuar os efeitos de da escolaridade defasada : problemas de sociabilidade e no âmbito profissional.Pois,de acordo com Durkheim,o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar,dotada de exterioridade,generalidade e coercitividade.
É evidente,portanto,que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor.Destarte,cabe à sociedade,em parceira com a mídia,a fim de buscar conscientizar,disseminar,nos meios de comunicação,propagandas que mostrem aos educadores que o ensino básico é um fator decisivo na inclusão social.Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire,a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo.Ademais,o Ministério da Educação(MEC) deve instruir,nas escolas,palestras ministradas por psicólogos,que discutam a importância da alfabetização,a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras,assim como na alegoria da caverna de Platão.