Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Conceito de Locke
No livro “Cidades mortas”- Monteiro Lobato- em um dos seus contos é relatado a história de um município, no qual só existe três livros, o autor ironiza a falta de leitura da papulação, os quais não desenvolvem sua crítica, pela falta de opção de leitura. Por analogia, pode-se inferir que esse roteiro não se distância da realidade de uma parcela da população brasileira, pois no Brasil existe muitos entraves para reduzir o analfabetismo funcional da nação. Desta forma, deve-se analisar a segregação social e as políticas educacionais.
Em primeiro plano, as configurações econômicas ou locacionais elevam o número de analfabetos no país. Sob essa análise, Malala Yousafazai, foi uma jovem que lutou pela educação em meio uma guerra civil. No entanto, no Brasil, parte dos jovens não conseguem superar os entraves sociais, como a ativista, muitos logo na infância são submetidos ao trabalho infantil. Em decorrência disso, essa parcela da popula é excluída do sistema de leitura, o qual pode garantir um bom desenvolvimento crítico social.
Outro aspecto, a omissão do estado contribui para o agravamento da questão da questão. Nesse contexto, John-Locke, filósofo conhecido como pai do liberalismo constituiu a tese que os indivíduos sedem confiança ao estado, em contrapartida, deve garantir direito ao cidadão. Entretanto, a ideia do pensador não está consoante a realidade do Brasil, tendo em vista, o modelo educacional do país ainda é arcaico ou muita vezes a população de áreas rurais e periferias não tem uma educação de qualidade. Em consequência disso, uma parcela da sociedade tem seus direitos negligenciados.
Torna-se evidente, portanto, medidas são necessárias para mitigar o analfabetismo funcional no Brasil. Assim, o Ministério da Educação, o qual tem o dever de garantir a qualidade do ensino para todos os brasileiros, pode disponibilizar aulas em centros comunitários e áreas que o aceso a alfabetização não chegue, levando ensino as populações como por exemplo do livro “Cidades Mortas”. Além disso, o MEC em parceria com a mídia, devem fazer propagandas, exibidas em horários nobres, as quais enfatizem a importância de manter crianças na escola, cobrando da instituição um ensino crítico de qualidade, com o intuído de diminuir o analfabetismo no país. Desta forma, aumenta-se as chances de alcançar uma sociedade pragmática e plural na educação.