Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 02/11/2019

Os analfabetos funcionais são pessoas que apresentam dificuldades para realizar leituras e escritas simples. Na sociedade hodierna, é notório a quantidade de pessoas, classificadas como analfabetas funcionais, que são afetadas por este problema no seu cotidiano. Tal cenário apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização do bem-estar desse público-alvo. Nesse sentido, no Brasil, o fenômeno supracitado tem como precursor, ora omissão das escolas públicas, ora a manutenção de herança histórico-cultural. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

Em primeiro plano, vale ressaltar a ausência de políticas públicas voltadas para o incentivo ao desenvolvimento educacional desses indivíduos. Segundo Rubens Alves ‘’as escolas podem ser comparadas as asas ou a gaiolas, haja vista que proporcionam voos ou perpetuam condições de exclusão’’. Essa visão evidência, muitas vezes, o grau de importância que esta instituição tem sobre os indivíduos e como, de modo impositivo, ela atua para segregação dessas mesmas pessoas. Diante disso, a falta de assistência especializada, nas escolas públicas, para pessoas que possui problemas no desenvolvimento escolar, promove um ambiente propício a não aprendizagem correta ou, em geral, a desistência e, conseguinte perpetua existência do analfabetismo funcional. Verifica-se, portanto, a reformulação dessa postura escolar de forma urgente.

Ademais, outro fator a salientar são os costumes da família tradicional brasileira inserida no ambiente rural. No século XX, o Brasil tinha características de um país pobre, ou seja, possuía uma alta média de fecundidade por mulheres, evento este conhecido como ‘’Baby Boom’’. Nessa perspectiva, com a alta quantidade de filhos, era comum o incentivo ao trabalho monocultor desde à infância, em virtude de demandas da agricultura familiar. Diante da rotina imposta, os indivíduos inseridos nesse cenário viam-se, frequentemente, obrigados a deixar como segundo plano o estudo. Logo, essa cultura normatizou a substituição da prática de estudar para a de trabalhar.

Depreende-se, portanto, a união entre as instituições de ensino público e a sociedade no intuído de mostrar a essencialidade da política ativa e eficiente para eliminação dessa mazela do corpo social. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, como instância máxima dos aspectos educacionais brasileiro, por meio de projetos de assistências nas salas de aulas, inserir profissionais auxiliares com o propósito de ajudar os professores e principalmente, dar atenção especial para as crianças e jovens com dificuldades, com o propósito de reduzir os casos de desistência pela não evolução e aumentar o interesse dessas pessoas nos estudos. Só assim o analfabetismo funcional será erradicado do Brasil.