Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 03/11/2019
No Brasil, a universalização da escolarização é recente, sendo o ensino básico a se tornar obrigatório no fim da década de 1990. Desse modo, nos dias atuais 27% da população - segundo o IBGE - é formada por analfabetos funcionais, pois a falta de oportunidades e a educação de má qualidade oferecida pelo Estado ainda são grandes problemas.
Portanto, indivíduos que moram em lugares desfavoráveis - como favelas e áreas periféricas - não têm muitas oportunidades de estudos por causa das más condições de transporte, insuficiência de vagas e ainda a dificuldade de relação com o trabalho. Contudo, algumas dificuldades citadas estão contra a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), a qual afirma que é obrigação do Estado garantir educação básica gratuita aos cidadãos entre 4 e 17 anos, outrossim, que a educação escolar deve vincular-se ao mundo do trabalho e a prática social.
Ademais, o ensino insuficiente oferecido também implica no analfabetismo entre universitários - que abrange cerca de 4% da população brasileira -, destarte, por mais que ao fim do curso esse indivíduo tenha um diploma, ele não deixará de ser um analfabeto funcional. Dessa forma, segundo Paulo Freire em seu livro “Pedagogia da Autonomia”, a escola não deve apenas depositar conhecimento nos alunos, mas também educa-lo para que ele tome as rédeas da própria vida, o educador também afirma que o aluno deve ler o mundo, ou seja, ser capaz de formar suas próprias opiniões.
Em virtude do que foi mencionado, é imprescindível que o Estado ofereça melhores condições de transporte por meio do investimento em mais conduções públicas para o maior alcance das áreas periféricas e favelizadas. Além disso, aumente a quantidade de vagas nas escolas públicas, principalmente no período noturno, para abranger uma maior parte da população. E também, melhore a qualidade de ensino por meio da contratação de profissionais mais capacitados. Isso porque, segundo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele.