Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 23/02/2020
O analfabetismo funcional se caracteriza pela capacidade de ler e escrever. Porém, tarefas simples, como interpretar dados explícitos em um texto, são comprometidas. De acordo com o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), cerca de 29% da população do país, entre 15 e 64 anos, é analfabeta funcional. Tal fato é amplamente potencializado pelas desigualdades sociais presentes no Brasil.
Analisando-se a maioria das situações das famílias de baixa renda, nota-se que o trabalho precoce realizado pelos jovens - por conta da necessidade econômica - é um fator determinante para o afastamento destes em relação à escola, distanciando-os da educação de base. Por conta deste déficit educacional, o jovem tende a se tornar um potencial analfabeto funcional quando adulto.
Todavia, a defasagem na qualidade de ensino das escolas públicas é, também, um ponto a ser analisado, uma vez que os jovens provenientes de famílias de baixa renda normalmente não têm acesso às escolas particulares. Segundo a diretora executiva do Inaf, Ana Lúcia Lima, aproximadamente 50% dos alunos de escolas públicas não atingem os resultados esperados ao final do primeiro período da formação educacional, expondo a debilidade da educação primária dos jovens.
Faz-se necessário, portanto, que o Ministério da Educação (MEC), atrelado ao Governo Federal, conscientize as famílias de baixa renda, através de comerciais televisivos, sobre a vulnerabilidade social do jovem na fase adulta, devido o afastamento deste em relação à escola. Paralelamente a isso, cabe ao MEC, também, investir, primordialmente, na educação de base, visto que esta é a área que apresenta maior fragilidade no que tange à formação educacional brasileira. Com isso, garante-se uma maior presença de jovens na escola, bem como uma melhoria na educação primária, reduzindo, gradativamente, os índices de analfabetismo funcional no Brasil.