Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 29/02/2020
Na civilização antiga dos sumérios, o entendimento da escrita cuneiforme era socialmente desigual, uma vez que se restringia apenas à uma parte da população. Partindo desse pressuposto, convém ressaltar que, no Brasil contemporâneo, o índice de analfabetismo cresceu de maneira hiperbólica, evidenciando um problema no direito a educação básica. Com isso, dentro desse contexto, cabe entender porque esse cenário educacional se configura uma realidade.
A priori, a ‘‘alegoria da caverna’’, do Filósofo Platão retrata homens que vivem acorrentados, a qual representa a ignorância dos seres aprisionados diante da infinidade de conhecimentos que o mundo exterior pode oferecê-los. Nesse viés, é notório que a sociedade brasileira enfrenta o difícil exercício de conviver com a deturpação do seu direito a um ensino de qualidade e se liberar das ’’ correntes’’, posto que, a precariedade educacional contribui negativamente para o quadro de analfabetos funcionais no Brasil. Logo, fica claro, que este cenário é fruto de uma educação baseada na aprovação automática, ou seja, o aluno é aprovado sem critérios e nenhuma orientação eficaz. Portanto, a escola se comporta como uma ‘Instituição Zumbi’ , dado que ela demonstra fragilidade mediante a sua função social.
Em segunda análise, de acordo com sociólogo Zygmunt Bauman, a indiferença é o alicerce das aflições de uma sociedade e negligência-las, significa naturalizar, o que é inaceitável. Nesse sentido, a carência de medidas governamentais e a distância entre governo federal, os estados e municípios- que ministram o dinheiro público destinado às escolas de ensino básico- é imensa, e isso influencia no crescimento do analfabetismo, uma vez que a escassez de bibliotecas ou faltas de políticas públicas para o oferecimento de oficinas ou minicurso de leituras e interpretação reflete a total negligência para com esse problema. Dessa forma, o investimento na educação básica deve ser priorizada.
Portanto, diante de tais fatores, faz-se necessária uma maior atenção no que concerne o analfabetismo funcional, visto que isso impacta negativamente o progresso do país. Primeiramente, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pela avaliação do ensino brasileiro, em parceria com as escolas, elaborar uma mudança nas matrizes curriculares dos colégios, através da implementação de avaliações mais rígidas que realmente busquem acompanhar o desenvolvimento educacional do aluno e não apenas promover a aprovação sem a devida qualidade, a fim de estimular uma remodelação nas instituições de ensino e minimizar o quadro de pessoas analfabetas. Ademais, o governo deveria promover a federalização da educação básica, pois além de elevar o nível do ensino, a proximidade do Governo Federal com as escolas seria maior e, dessa forma, teria um melhor incentivo e investimentos para adoção de políticas públicas.