Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 13/03/2020

Nelson Mandela, importante ativista pelos direitos humanos na África do Sul, em seu discurso afirmou: “a educação é a arma mais importante para mudar o mundo”. Diante disso, Mandela propôs que, quando uma sociedade tem a sua base na educação, ela se torna mais resistente para superar qualquer mazela social. Entretanto, essa realidade pode sofrer um paradoxo, na medida em que não são todos os que têm acesso à educação. Nesse contexto, encontra-se o Brasil, que lamentavelmente tem sofrido com grande porcentagem de analfabetismo funcional. Por isso, faz-se necessário entender as causas dessa problemática e suas consequências no território nacional.

Vale ressaltar que a persistência do analfabetismo no Brasil tem como causa a falta do apoio familiar. Nesse sentido, é possível perceber dentro desse contexto a propagação do pensamento errôneo de que “ir à escola não tem tanta importância”, de forma que é necessária a ajuda em casa do que utilizar esse tempo na escola. Diante desse fato, vários jovens e adultos deixam de lado a oportunidade do acesso à alfabetização, comprometendo, assim, o seu futuro social e, também, profissional. Além disso, a localização torna-se um fator para a tomada dessa ação, uma vez que muitas escolas encontram-se em lugares distantes de onde algumas pessoas moram, como as favelas, por exemplo, prejudicando aqueles que querem ir, mas não podem, pela localização de difícil acesso ou, também, pela falta de transporte.

Outrossim, a não formação em alfabetização tem gerado, como consequência, o desemprego e, também, a exclusão social. Dessa forma, o mercado de trabalho atual tem exigido cada vez mais qualificação profissional, esta que o indivíduo analfabeto não possui, tendo, como resultado, o desemprego. Ademais, a exclusão de indivíduos que não possuem essa formação é evidente no contexto social. Logo, a sociedade os menospreza pelo fato de não saberem ler ou escrever, de maneira que os indivíduos sintam-se rejeitados no âmbito social no qual convivem e, muitas vezes, sem vontade de querer estudar o que não tiverem a oportunidade de aprender.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com as famílias investirem na promoção da alfabetização aos cidadãos. Dessa forma, o Ministério deve prover recursos para o acesso dos mesmos as escolas, por meio do de transportes escolares e, também, materiais para ser utilizados em sala de aula, para que, assim, a população possa ter acesso à alfabetização. Além disso, as famílias devem fornecer o apoio essencial para a amenização do problema, por meio do incentivo para ir a escola e ajudando-o no que for preciso, logo, o apoio familiar será evidente. Dessa forma, sociedade e Governo possam combaterem juntos o analfabetismo funcional e ele não ser mais recorrente no convívio social.