Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 21/03/2020
No ano de 1990, houve, no Brasil, a universalização do ensino básico. Sabe-se que muitos são os benefícios trazidos por essa globalização, porém, é imprescindível que o analfabetismo funcional é um fato recorrente, uma vez que alguns indivíduos deixam a escola em segundo plano por motivos diversos, e isso pode trazer sérias consequências. Nesse sentido, é necessário analisar as razões que fazem dessa problemática uma realidade no mundo contemporâneo e seus efeitos.
Primeiramente, é indiscutível que parte da população, principalmente de baixa classe social, tem inúmeras responsabilidades desde criança, como, por exemplo, ajudar no sustento familiar, cuidar dos irmãos, entre outros. Nesse viés, a escola deixa de ser prioridade para essas pessoas, o que dificulta seus aprendizados, tornando-as, geralmente, analfabetas funcionais. Esse fato é evidenciado na pesquisa feita pelo IBGE, a qual mostra que, aproximadamente, 30% dos indivíduos das regiões Norte e Nordeste, onde a escassez se faz flagrante, não compreendem o que leem. Desse modo, é perceptível o analfabetismo funcional, sendo de fundamental importância propôr intervenções para minimizar essa questão.
Em consequência disso, salienta-se a ascensão das “fake news”. Segundo o Paulo Freire, é necessário educar o indivíduo para que ele seja autônomo da própria vida. Ou seja, a educação tende a formar pensamentos críticos, diminuindo o analfabetismo funcional e dificultando que os indivíduos acreditem em tudo o que veem sem antes consultar a veracidade das informações. Desse modo, a falta desse senso crítico torna as pessoas suscetíveis à desinformação, aumentando as chances de compartilhamento de notícias falsas, consoante a pesquisadora Fernanda Cury. Assim, é inadmissível que eventos como esse persistam.
Não há dúvidas, portanto, de que é preciso tomar iniciativas para mudar a questão. Por isso, o Ministério da Educação, em parceria com as ONGs, deve fazer pesquisas nas escolas, por meio de questionários, ou até mesmo entrevista com os estudantes, com o intuito de saber quais são as famílias carentes, para que assim possam ser tomadas medidas para ajudá-las. Além disso, a Sociedade deve incentivar as crianças e os jovens a frequentarem o ambiente escolar. O intuito de tais medidas é ter um progresso educacional, aumentando os pensamentos críticos, e, consequentemente, diminuir a proliferação das “fake news”. Destarte, somente assim será possível combater a problemática, universalizando, de fato, o ensino no Brasil.