Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 02/04/2020

Sabe-se que o direito social à educação é um dos princípios fundamentais do Estado Democrático Brasileiro, estabelecido no artigo sexto da Constituição Federal de 1989. No entanto, a permanência de altos índices de analfabetismo funcional no Brasil contesta diretamente o usufruto desse bem. Logo, esse fato torna-se uma problemática devido à baixa capacidade crítica dessa população, a qual continua em tal posição em virtude da ineficiência da educação brasileira.

Em primeiro plano, urge analisar a vulnerabilidade à falsas informações que os indivíduos enquadrados como analfabetos funcionais apresentam. Nesse sentido, de acordo com o Indicador de Analfabetismo Funcional, três a cada dez brasileiros entre 15 e 64 anos encaixam-se nessa classe, o que é um número considerável. Desse modo, depreende-se que essa parcela da população não manifesta grandes habilidades interpretativas, fato que a deixa à mercê de enganações e Fake News, bem como interfere negativamente em suas concepções e atitudes.

Ademais, tem-se a baixa qualidade da educação brasileira como um empecilho na mudança dessa questão. Nessa perspectiva, ainda que a globalização mundial tenha revolucionado a vida humana, a área educacional sofreu poucas modificações no Brasil, mantendo até hoje suas técnicas arcaicas. Por conseguinte, tem-se uma educação que foca apenas nas notas, não no real aprendizado, o que não garante o alcance de boa interpretação e compreensão.

Diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias para reduzir o analfabetismo funcional brasiliano. Portanto, o Estado, em conjunto com o MEC, deve garantir educação de qualidade para todas as faixas etárias, por meio de modificações - condizentes com a atualidade - no sistema de ensino, com o intuito de elevar a interpretação e o criticismo dos cidadãos. Dessarte, o Brasil será mais coerente com o que redige em sua Constituição.