Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 17/04/2020
O filme “Escritores da Liberdade” lançado em meados da primeira década dos anos dois mil, retrata a realidade de jovens dos subúrbios dos EUA que mesmo estando prestes a finalizar o ensino médio só conseguem ler e interpretar textos simples. Infelizmente, fora do mundo cinematográfico e além dos subúrbios e da juventude, o analfabetismo funcional também é um problema na sociedade brasileira. Segundo o INAF (Instituto Nacional de Analfabetismo Funcional) três em cada dez jovens e adultos não conseguem interpretar de forma eficaz as principais informações em um cartaz ou efetuar operações básicas de matemática sem uma calculadora. Tal fato, prejudica o desenvolvimento intelectual, pessoal e profissional desses indivíduos. Uma vez, que são submetidos a vários transtornos, como a disseminação de fake news, fraudes ao assinar contratos e a desqualificação em ambiente de trabalho, associada a incapacidade de atender as necessidades dos clientes.
Além disso, o INAF também aponta que 4% dessas pessoas são universitários, ou seja, o nível de escolaridade não implica necessariamente no anulamento do analfabetismo funcional. Certamente, a partir desses conhecimentos, e da frase: “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância e sim a ilusão do saber”, dita pelo físico Stephen Hawking, é possível identificar um dos pilares dessa problemática no Brasil. Concentra-se na falta de um ensino de qualidade que forme alunos que consigam compreender e questionar as informações que recebem diariamente.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O MEC deve modificar a Base Comum Curricular e acrescentar uma disciplina destinada a debates, a fim de desenvolver o senso crítico dos alunos. Essas discussões ocorreriam durante duas horas semanais e seriam interdisciplinares. Ademais, os professores deveriam divulgar os temas a serem discutidos com uma semana de antecedência para que os discentes construam argumentos que defendam um ponto de vista. Tudo isso, seria mediado e avaliado pelos docentes. Dessa forma, as escolas iriam formar alunos com uma profunda habilidade de interpretação e questionamento do que lhes é proposto. Assim como acontece no decorrer da obra cinematográfica “Escritores da Liberdade”.