Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 05/05/2020

Na Antiguidade Oriental, a prática de saber ler e escrever era atípica, considerando que apenas escribas possuíam esse privilégio. Hodiernamente, estes hábitos passaram por uma maior difusão e hoje fazem parte do cotidiano. Contudo, o analfabetismo funcional ainda ganha força amparando-se na falta de respeito para com a lei e na falta de investimentos na educação.

A priori, convém ressaltar, que o desrespeito à legislação é um fator determinante para persistência do problema. Conforme a Constituição Federal de 1988, está previsto no artigo quinto que todos possuem o direito à educação. No entanto, o que se constata, na realidade brasileira atual, é um cenário de desinformação e abandono social por parte do Estado, demonstrando a insuficiência legislativa. Sendo assim, enquanto houver a perpetuação de um regime de descaso, haverá a manutenção do ciclo.

A posteriori, pode-se perceber como impasse à consolidação de uma solução o pouco investimento no setor educacional. De acordo com dados do Jornal Record, cerca de 50% da população do país é analfabeta funcional. Sobre esta óptica, verifica-se a existência de lacunas na formação pedagógica nacional, visto que cortes no Fundeb afetam processo de aprendizagem principalmente daqueles que necessitam da educação pública. Assim, não há como evoluir diante da irresponsabilidade dos setores competentes da sociedade.

Portanto, só será possível superar os desafios supramencionados, com relação ao analfabetismo funcional, com ação do Poder Público. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação e o dos Direitos Humanos agir em parceria, por meio de oficinas e palestras em escolas e outras repartições públicas que tenham como proposta incentivar e facilitar a compreensão da competência leitora. Desse modo, o Brasil poderá garantir o cumprimento não só dos deveres como também dos direitos.