Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 29/04/2020
Na obra “A República”, do filósofo grego Platão, é vislumbrado um sistema de governo ideal da polis, no qual a sociedade seria justa e livre de conflitos e problemas. No entanto, na contemporaneidade, o que se observa é o oposto do que o filósofo prega, uma vez que o analfabetismo funcional ainda é algo a ser discutido. Esse cenário adverso é fruto tanto da desvalorização da educação quanto da falta de um ensino básico eficiente. Com isso, torna-se necessário a discussão acerca do assunto.
Precipuamente, é vital pontuar que a desvalorização da educação deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que tange à criação de mecanismos que coíbam tal ocorrência. A rasa atuação desses setores é evidenciada, por exemplo, nos sucessivos cortes na área da educação feitas pelo atual governo que, segundo reportagem do jornal O Globo, em meados de 2019 já ultrapassavam 914 milhões de reais. Desse modo faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.
Ademais, é imperativo frisar que o deletério ensino básico atual é um agravante do problema. Segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo, portanto, partindo desse princípio, é visível que no Brasil a educação não é vista como prioridade, dado que, segundo reportagem da revista Veja, 40% das crianças que concluem o ensino fundamental não sabem interpretar textos. Assim, há um retardamento da resolução do empecilho, auxiliando para a perpetuação desse quadro problemático.
Urgem, portanto, medidas para resolver o problema exposto. Destarte, cabe ao TCU direcionar dinheiro que, por intermédio do Ministério da Educação (MEC) e do FNDE, será revertido em projetos de melhoramento de estrutura física e educacional das escolas, para que, além de uma infraestrutura, possa fazer processos de seleção de profissionais capacitados para desempenharem suas funções de educadores de maneira eficaz. Com tais medidas, a sociedade, gradativamente, alcançar-se-á a utopia de Platão.